Vilã intensa e exagerada de novela vertical custou a voz de Thaila Ayala: ‘É má mesmo’
Thaila Ayala ficou sem voz por conta da rotina intensa das gravações de Nas Profundezas do Amor, novela vertical que o Globoplay estreia na próxima terça-feira (25). De volta aos folhetins depois de uma participação em Família É Tudo (2024), a atriz dá vida à Zara, uma vilã exagerada que atormenta a vida da mocinha Serena (Jeniffer Dias).
“São dois minutos e, em todo capítulo, acontece uma grande revelação, uma grande briga, que prende a atenção desse público. Por mais que tenha sido mais rápido do que uma novela, era muita coisa acontecendo o tempo todo. Eu fiquei sem voz, foi muito intenso fisicamente para mim”, contou Thaila em coletiva de imprensa da qual o Notícias da TV participou.
Com 50 capítulos curtos, as gravações da novelinha duraram apenas oito dias, mas com um ritmo intenso o suficiente para Thaila sentir a exaustão física. “Tudo que a personagem viveria em 100, 120 capítulos, ela vive em 50 episódios de dois minutos. Exigiu um físico diferenciado”, relembrou.
Embora a personagem de Thaila em Família É Tudo, Elisa, tivesse alguns desvios morais –especialmente pela ambição com dinheiro–, a atriz ganhou no microdrama a chance de interpretar sua primeira vilã. “Era louca para fazer uma vilã como Zara. Ela é ‘vilã vilã’, ela é má mesmo”, definiu.
Em Nas Profundezas do Amor, Serena é acusada injustamente por um atentado contra Madalena (Ana Beatriz Nogueira), mãe de seu namorado, Romualdo (Joaquim Lopes). A protagonista é dada como morta e ressurge anos depois com vontade de se vingar de Zara, que armou a arapuca. Para o plano, ela assume a identidade de Carmem Quevedo (Jéssica Córes).
Zara foi construída como uma vilã cômica e exagerada, fruto das pesquisas do autor, Paulo Ferreira, que assistiu a mais de 300 novelas verticais e trouxe características clássicas dos melodramas para a personagem.
“O exagero foi proposital mesmo e foi reservado para a Zara. Concentrei o máximo de exagero possível nessa vilã. Porque eu precisava de uma personagem que movimentasse a trama o tempo inteiro. A história não pode ter barriga, não pode ter momentos tranquilos. As mocinhas não podem ficar em paz!”, brincou Ferreira.
Com a proposta do diretor artístico Cristiano Marques de construir uma vilã com ares cômicos, Thaila destacou a possibilidade de fazer uma personagem que não precisa controlar os impulsos. “Eu já sou exagerada, então, não deixa de ser uma zona de conforto. Sou grande, sou italiana, falo com a mão. Poder ter esse exagero foi ainda mais divertido, não precisar conter tanto aqueles sentimentos e poder falar com o corpo.”
Zara tem como parceira a irmã, Mila (Tamie Panet), com quem ela vive uma relação que mistura cumplicidade e inveja. Segundo o autor, essa trama foi construída para dar uma camada a mais para a vilã, que, de alguma forma, explicasse como a personalidade dela se tornou tão maquiavélica.
“A Zara não consegue fazer nada sem a Mila. O sonho da Mila é ser a Zara e, ao mesmo tempo, ela tem horror à irmã. Acho isso muito legal”, destrinchou Tamie, que disse ter se divertido com as maldades da personagem. “A vilania tem esse lugar meio saboroso para quem faz.
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