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Economia

Fim da isenção das LCIs pode encarecer crédito imobiliário e preocupa bancos

Money Times ·

O possível fim da isenção de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) já acende um alerta entre os bancos.

Executivos do Santander, Bradesco e Banco do Brasil avaliam que a medida pode aumentar o custo do crédito imobiliário e dificultar a expansão do financiamento para a compra de imóveis.

Durante o Abecip Summit 2026, Paulo Duailibi, diretor de empréstimos, negócios imobiliários e cash management do Santander, afirmou que as LCIs têm papel importante na estrutura de financiamento do setor.

Os bancos utilizam as LCIs, entre outros instrumentos, para captar recursos que posteriormente são direcionados ao crédito imobiliário.

A diferença entre o custo dessa captação e a taxa cobrada do tomador é uma das fontes de remuneração das instituições.

Para Duailibi, as LCIs também têm uma vantagem em relação a outros investimentos ligados ao mercado imobiliário: são instrumentos mais simples para o investidor e contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O possível fim da isenção, porém, pode alterar essa dinâmica.

Vale lembrar que, em julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, o governo voltará a estudar a possibilidade de acabar com a isenção das LCIs.

Tributação pode chegar ao bolso do consumidor Romero Albuquerque, diretor de crédito imobiliário do Bradesco, afirmou que uma eventual tributação teria impacto em toda a cadeia do setor.

Segundo o executivo, considerando uma alíquota de 5%, o custo do crédito imobiliário aumentaria em cerca de 80 pontos-base, ou 0,8 ponto percentual, para os bancos.

“Ou seja, teremos que colocar quase 1% a mais de taxa para o cliente.

No final da história, vai atrapalhar muito o mercado a se desenvolver”, disse Albuquerque.

Duailibi, do Santander, concordou com a avaliação.

Segundo ele, o crédito imobiliário trabalha com margens de rentabilidade mais apertadas, em razão da estrutura de financiamento e dos prazos longos das operações.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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