Luizianne e Marília: Para estarem na chapa de Lula, elas saíram do PT
Lula deixou claro que, em 2026, a eleição de senador é muito importante para uma futura governabilidade de um provável quarto mandato.
São 54 vagas em jogo (duas por estado e mais duas pelo Distrito Federal) e é fácil entender como pode ser dramático ter um Senado com maioria oposicionista, um cenário distópico com a ameaça de impeachment de ministros (Alexandre de Moraes e Flávio Dino seriam os primeiros alvos) até o travamento de indicações de novos Ministros, como David Alcolumbre já fez com Jorge Messias.
Máxima atenção ao Senado, pediu o presidente Lula, que, pela primeira vez comanda uma frente com todos os partidos de esquerda, exceto os que não têm votos, como PCO, PSTU e UP.
Foi preciso jogar xadrez para acomodar todas as peças.
Foi preciso sacrificar peças importantes, como Edegar Pretto, o bem cotado candidato ao governo do Rio Grande do Sul, agora vice na chapa de Juliana Brizola, do PDT.
Entre as candidaturas ao Senado, destacam-se, com boas possibilidades eleitorais, duas mulheres que precisaram sair do PT para estarem em chapas que apoiam Lula: Luizianne de Oliveira Lins , no Ceará e Marília Valença Rocha Arraes de Alencar, em Pernambuco.
UMA VIDA NO PT Luizianne tem 58 anos e foi filiada ao PT desde 1989, quando tinha 21 anos, até agora, quando se transferiu para a Rede.
Foram 37 anos.
Pelo PT, sempre foi uma campeã de votos, ganhando para vereadora de Fortaleza em 1996 e 2000.
Em 2002, foi eleita deputada estadual, com 60.821 votos, sendo a mulher mais votada do Estado.
E, em 2004, foi eleita prefeita de Fortaleza.
Uma mulher governando Fortaleza era algo impensável, depois da passagem de Maria Luiza Fontenelle, também do PT, em 1985.
Com base eleitoral pequena, ela não conseguiu lidar com problemas graves como o bom recolhimento do lixo.
Foi uma gestão muito mal avaliada.
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