Especialistas em comportamento de cães concordam: “Cumprimentar seu cachorro ao entrar em casa é a semente da má educação”
Segundo o adestrador Víctor Mareño, saudar o cão imediatamente na entrada pode transformar a excitação em um comportamento recompensado.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Fazer festa para o cachorro assim que você entra em casa parece uma demonstração inocente de carinho, mas alguns especialistas em comportamento canino alertam que esse momento pode reforçar comportamentos indesejados.
A questão não é deixar de amar ou cumprimentar o animal, e sim evitar recompensar a agitação, os pulos e a busca insistente por atenção.
Segundo o adestrador Víctor Mareño , citado por veículos espanhóis, saudar o cão imediatamente na entrada pode transformar a excitação em um comportamento recompensado. Se ele pula, late ou exige atenção e recebe carinho em seguida, aprende que aquela atitude funciona.
Com a repetição, o animal pode ter mais dificuldade para se acalmar sozinho. Em alguns casos, comportamentos como latidos excessivos, destruição de objetos e dependência da presença do tutor podem se tornar mais frequentes.
A recomendação central é entrar em casa com tranquilidade e esperar o cão recuperar o controle emocional antes de oferecer atenção. Não significa ignorá-lo por horas, mas não transformar a chegada em um grande acontecimento.
Para tornar esse momento mais previsível, algumas atitudes simples podem ajudar:
Não necessariamente. Outros profissionais de comportamento defendem uma abordagem mais equilibrada e ressaltam que simplesmente ignorar um cão que já apresenta ansiedade não resolve a causa do problema.
O mais importante é observar o estado emocional do animal. Um cachorro apenas feliz com a chegada do tutor não apresenta necessariamente um problema; já sinais persistentes de ansiedade podem exigir treinamento comportamental e orientação profissional.
Além de controlar a intensidade das chegadas, a rotina diária pode contribuir para um comportamento mais equilibrado. Passeios tranquilos, atividades de olfato e horários previsíveis ajudam o cão a gastar energia e lidar melhor com momentos de separação.
O princípio é simples: carinho continua sendo importante, mas a calma deve ser valorizada mais do que a excitação . Em vez de premiar a euforia na porta, o tutor pode ensinar que momentos tranquilos também rendem atenção e afeto.
Esse é justamente o ponto que tornou o alerta tão chamativo nas redes e nos portais de notícias.
Para Mareño, o problema não está em demonstrar afeto ao cão, mas em recompensar comportamentos inadequados no momento em que eles acontecem.
Assim, a orientação mais segura é buscar equilíbrio: evitar transformar a chegada em uma explosão emocional, incentivar comportamentos calmos e procurar ajuda de um profissional qualificado quando houver sinais persistentes de ansiedade ou outros problemas comportamentais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.