EUA dizem que domínio nas Américas 'nunca mais será questionado'
O Departamento de Estado norte-americano publicou hoje um vídeo sobre a Doutrina Monroe e afirmou que o "domínio" dos Estados Unidos sobre o Hemisfério Ocidental "nunca mais será questionado".
Vídeo de mais de 5 minutos foi publicado no X e relembra a declaração feita pelo presidente James Monroe em 1823, que defendia que as potências europeias não deveriam voltar a colonizar países das Américas.
A publicação cita momentos em que os EUA usaram a doutrina para justificar sua atuação na região, como a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, e a política de Ronald Reagan contra grupos apoiados pela União Soviética na América Latina.
Ao falar sobre o governo de Donald Trump, o Departamento de Estado cita a Operação Resolução Absoluta, que levou à captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano. Segundo o vídeo, a operação serviu como um sinal aos países do Hemisfério Ocidental.
O vídeo afirma ainda que a nova estratégia de segurança nacional dos EUA estabelece que a "dominância americana" na região "nunca mais será questionada".
The Monroe Doctrine has shaped U.S. foreign policy for over two centuries. 🇺🇸 American dominance in the Western Hemisphere will never be questioned again. pic.twitter.com/hsoGS17gqV
A Doutrina Monroe é uma política histórica da diplomacia americana que define a América Latina como uma área de interesse estratégico dos Estados Unidos. Criada em 1823, durante o governo do presidente James Monroe, ela estabeleceu limites claros para a interferência de potências europeias no hemisfério ocidental.
O princípio central da Doutrina Monroe era simples. Qualquer tentativa de intervenção europeia nas Américas seria vista como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, os EUA se comprometiam a não interferir nos assuntos internos de países europeus.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.