Moraes manda prender mulher condenada a 14 anos pelo 8 de Janeiro
O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou prender Nailze Aparecida Ribeiro Silva, 58, condenada a 14 anos por participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Moraes determinou a prisão na última quarta-feira (7). Ela foi condenada pelo STF em maio deste ano por cinco crimes, entre eles associação criminosa armada, golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito .
Nailze já usa tornozeleira eletrônica e agora cumprirá pena em regime fechado . Na decisão, o ministro do STF também determina que ela passe por exames médicos, "inclusive fazendo constar as observações clínicas indispensáveis ao adequado tratamento penitenciário". A mulher é de São Bernardo do Campo (SP).
Apoiadora de Jair Bolsonaro (PL), ela ficou acampada em um quartel do Exército, em Brasília . "Plenamente ciente dos objetivos delituosos de quem ali se encontrava, a denunciada, com absoluta consciência e vontade, aderiu ao grupo de acampados e aos seus dolosos fins ilícitos", diz a procuradoria.
Nailze permaneceu no local, segundo denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), até 9 de janeiro. Ela foi presa após uma determinação de Moraes que deu fim aos acampamentos e levou dezenas de apoiadores do ex-presidente para prisão.
Sua participação nos atos golpistas foi confirmada em denúncia da PGR em julho de 2024 . Segundo a Procuradoria-Geral, após análise do celular da mulher, foi possível identificar dois arquivos de vídeo criado pro Nailze no dia 8 de janeiro. "Sendo um registrado no interior do Plenário do Senado Federal e o outro, na parte externa do edifício-sede do Congresso Nacional."
Há, portanto, prova suficiente de que a denunciada, aderindo subjetivamente às ações delitivas praticadas por terceiros, em circunstâncias nas quais tinha conhecimento da finalidade dos atos praticados, participou como executora material dos atos antidemocráticos e concorreu dolosamente para a prática das condutas criminosas pelo grupo expressivo de executores dos atos antidemocráticos de 8.1.2023. Denúncia da PGR
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