Gestora propõe liquidação de três fundos imobiliários aos cotistas; Ifix avança
O Pátria propôs uma reorganização de quatro fundos imobiliários de crédito que pode terminar com a liquidação de três FIIs e a migração de seus cotistas para o Pátria Crédito Imobiliário Índice de Preços ( PCIP11 ).
Segundo fato relevante, a operação prevê que o PCIP11 passe a concentrar os patrimônios do RBR Premium Recebíveis Imobiliários ( RPRI11 ), do RBR Rendimento High Grade ( RBRR11 ) e do Vectis Juros Real ( VCJR11 ).
Na prática, caso a proposta seja aprovada, os três fundos terão seus ativos vendidos ao PCIP11 e, posteriormente, serão liquidados.
Os investidores de RPRI11, RBRR11 e VCJR11 receberão cotas do PCIP11 e eventuais recursos em caixa proporcionalmente às posições que possuírem nos respectivos fundos.
A reorganização ainda depende da aprovação dos cotistas dos quatro FIIs envolvidos e da realização de uma nova oferta de cotas do PCIP11.
PCIP11 deve fazer nova emissão O primeiro passo previsto na operação é justamente uma oferta pública de cotas do PCIP11 pelo valor patrimonial.
A emissão terá como objetivo levantar os recursos necessários para que o fundo compre a totalidade dos ativos que hoje pertencem às carteiras de RPRI11, RBRR11 e VCJR11.
Os fundos poderão integralizar as novas cotas do PCIP11 em dinheiro ou, total ou parcialmente, por meio da compensação dos créditos que terão a receber pela venda de seus ativos ao próprio PCIP11.
Depois disso, os quatro fundos deverão realizar assembleias gerais extraordinárias, conduzidas de forma não presencial.
Os cotistas de RPRI11, RBRR11 e VCJR11 votarão, entre outros pontos, a venda integral das respectivas carteiras ao PCIP11 e a posterior dissolução e liquidação dos fundos.
Já os investidores do PCIP11 precisarão aprovar a aquisição dos ativos.
Segundo o fato relevante, a votação é necessária porque a transação envolve uma situação de potencial conflito de interesses, uma vez que os fundos envolvidos são administrados ou geridos por empresas ligadas ao Pátria.
Pátria mira fundo maior e mais líquido Segundo a gestora, a proposta busca reunir em um único veículo carteiras de fundos que possuem estratégias semelhantes.
Entre os potenciais benefícios apontados estão a maior diversificação do portfólio, a ampliação da liquidez das cotas no mercado secundário e a possibilidade de potencializar a geração de valor aos investidores.
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