Tesouro Direto: taxas pré recuam, mas IPCA+ sobe após Quaest com empate técnico
Depois de recuarem com força na terça-feira (20), em dia de pesquisas com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT), as taxas do Tesouro Direto chegaram a esta quarta-feira (21) à espera de um teste: a nova rodada da pesquisa Quaest.
A reação veio contida, e em direções opostas entre prefixados e títulos atrelados à inflação.
Na atualização das 12h20, o Tesouro Prefixado 2029 pagava 12,60% ao ano, ante 12,61% na abertura e 12,63% na última atualização de terça-feira.
O Prefixado 2032 passou de 12,80% na abertura para 12,78%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 ficou estável em 12,83%.
Na comparação com a véspera, os três títulos acumulam recuo de 1 a 3 pontos-base.
Entre os papéis atrelados à inflação, o sinal foi o inverso.
Todos subiram entre a abertura e a atualização.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 e o IPCA+ 2050 tiveram as maiores altas, de 2 pontos-base, para IPCA + 6,83%, IPCA + 6,72% e IPCA + 6,70%, respectivamente.
Ante terça-feira, o quadro é misto: o IPCA+ 2050 ainda acumula queda de 3 pontos-base, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 sobe 2 pontos-base.
As taxas de abertura foram definidas antes da divulgação da Quaest, que saiu por volta das 10h.
Na pesquisa, Flávio tem 45% das intenções de voto no segundo turno, e Lula, 44%, em empate técnico.
Na rodada anterior, de 14 de outubro, o senador tinha 46%, e o presidente, os mesmos 44%.
Para João Debom, sócio da Supernova Investimentos, o levantamento confirma que a eleição está totalmente aberta e pesa justamente por não reforçar o cenário mais favorável à oposição que o mercado vinha embutindo nos preços.
“Quando a pesquisa não reforça esse favoritismo, parte desse otimismo sai do preço, e as taxas tendem a devolver um pouco da queda, principalmente nos prefixados e nos vencimentos mais longos, que são os mais sensíveis ao risco fiscal”, afirma.
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