Tesouro Direto: onde investir após quedas nas taxas?
A intensidade da queda nas taxas dos títulos do Tesouro Direto após o primeiro turno das eleições foi uma reviravolta que poucos investidores esperavam.
Os rendimentos dos papéis atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) e dos prefixados pagam agora menos para quem carregá-los até o vencimento, apesar de ainda seguirem em patamares elevados.
E já é esperado um corte mais intenso do que anteriormente na taxa Selic, que dá o preço dos papéis de curto prazo.
Nada, porém, está definido.
"Investidores precisam trabalhar com probabilidades, e não com convicções", diz a carta mensal de outubro da TAG Investimentos a clientes.
O aumento da probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com a casa, foi o gatilho para a valorização dos ativos brasileiros, mas a fatura vai chegar no dia seguinte caso ele seja eleito.
E na hipótese contrária, de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os juros negociados no mercado poderiam retornar aos patamares recordes anteriores.
A tal fatura é conhecida, na visão da gestora: arrumar o fiscal, cortar impostos sem abrir buracos no orçamento e, com isso, dar espaço ao Banco Central para cortes mais agressivos de juros.
“Com o resultado das urnas, e com a confirmação de Flávio, a probabilidade de o Brasil adotar um caminho econômico saudável aumenta.
O resto tem de ser conquistado com entregas”.
A última parte não será tarefa simples no atual ambiente institucional, avaliam os analistas da casa.
Leia também: Veja os investimentos de renda fixa mais recomendados em setembro Tesouro Selic Os investidores aumentaram as apostas em cortes mais profundos na taxa básica de juros, a Selic, no dia seguinte à eleição.
Se estiverem corretos, isso quer dizer que o Tesouro Selic passará a pagar menos nos próximos meses.
Para os analistas do J.P.
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