US$ 1 milhão por dia: os bastidores da descoberta de petróleo da Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial. Vale investir agora?
Vestidas com macacão laranja — que trazia o símbolo da Petrobras (PETR4) no peito e a bandeira do Brasil bordados — e calçando botas pesadas, quatro mulheres foram as responsáveis por detalhar nesta segunda-feira (17) a primeira descoberta de petróleo da estatal na Margem Equatorial.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras; Sylvia Anjos, líder em exploração e produção; Renata Baruzzi, que comanda engenharia, tecnologia e inovação; e Clarice Coppetti, diretora de assuntos corporativos, falaram diretamente do Oiapoque, no Amapá , sobre o poço de Morpho , localizado na bacia da Foz do Amazonas .
De uma sala pequena, improvisada, as quatro se sentaram de frente para os jornalistas para responder o que todo mundo quer saber: quanto de petróleo pode ser retirado do poço e quando essa extração vai começar? Chambriard tomou a frente e explicou: “no momento temos a descoberta.
O que vai dizer quanto e quando depende da exploração.
É importante lembrar que o anúncio de uma descoberta é diferente do anúncio de uma descoberta comercial”.
Ainda assim, a presidente da Petrobras está otimista com o potencial de poço.
“Todas as etapas do estudo até agora confirmaram que temos motivos para o otimismo.
Vamos continuar explorando este poço, recolhendo dados e informações em outros poços na área para podemos dizer o quanto a gente acredita que pode produzir”.
Segundo a diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, faltam cerca de mil metros para a sonda atingir o fundo de Morpho.
O mapa sinaliza o local da descoberta em águas profundas do Amapá Para o time de petróleo e gás do Itaú BBA, a identificação de hidrocarbonetos na Margem Equatorial representa um passo importante, mas inicial, na tentativa de confirmar uma nova fronteira de produção de petróleo no Brasil, o que pode ajudar a Petrobras a aumentar suas reservas.
“Ainda assim, esta é apenas uma fase inicial do processo.
Serão necessárias novas atividades de avaliação para determinar o tamanho da descoberta, as características do reservatório e se a área poderá ser explorada comercialmente”, dizem os analistas Monique Greco, Eric de Melo e Eduardo Mendes.
Como referência, no campo de Búzios foram necessários cerca de três anos entre a descoberta inicial e a declaração de comercialidade, além de mais cinco anos até o início da produção na plataforma Búzios-1 (P-74).
“Além disso, o conhecimento sobre o potencial geológico da região ainda é limitado, o que impede uma avaliação mais precisa sobre a relevância da descoberta para a tese de investimento de longo prazo da Petrobras”, afirma o trio.
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