Casas Bahia (BHIA3) já tentou se salvar antes da recuperação judicial — onde a estratégia desandou?
A recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) pegou o mercado de surpresa na madrugada do último domingo (16).
Mas, olhando para trás, o sufoco financeiro da varejista estava longe de ser novidade.
O balanço da varejista já vinha deixando pistas de que a conta estava apertada: dívidas bilionárias, prejuízos, perda de participação de mercado e dificuldades para financiar a operação.
A Casas Bahia chegou a tentar ganhar tempo.
Recorreu à recuperação extrajudicial em 2024 para alongar dívidas, cortou custos, fechou lojas e demitiu milhares de funcionários.
A operação melhorou, a companhia voltou a gerar caixa e a alavancagem chegou a parecer sob controle.
Só que havia um problema: a operação estava se recuperando, mas não na velocidade necessária para aliviar o peso da estrutura financeira.
Pouco mais de dois anos depois de renegociar bilhões em dívidas, a Casas Bahia voltou à mesa de reestruturação — desta vez, sob proteção da Justiça.
O que aconteceu nesse intervalo? E por que a primeira reestruturação não foi suficiente? Para entender como a varejista chegou até aqui, o Seu Dinheiro ouviu especialistas em crédito, recuperação e reestruturação empresarial.
Para esta matéria, falamos com Victor Bueno, sócio e analista da Nord Investimentos; Guilherme Rebello de Paiva, coordenador jurídico na Bortot Cesar Advogados; Joana Bontempo, consultora especializada em reestruturação e falência do CSMV Advogados; Rodrigo Spinelli, advogado especialista em recuperação e reestruturação de empresas e sócio do BBMOV Advogados; Daniela Lubianca, advogada empresarial e sócia da Tahech Advogados; e Thiago Massicano, sócio do Massicano Advogados.
Casas Bahia (BHIA3): onde começou o problema? As raízes da fragilidade atual remontam à associação entre Casas Bahia e Ponto Frio, iniciada em 2009.
A integração de operações de grande porte, seguida pela transformação digital acelerada a partir de 2019, exigiu investimentos pesados em tecnologia, logística e marketplace .
Tudo isso ocorreu enquanto o grupo também passava por mudanças societárias, com a saída definitiva do GPA em 2019.
Então veio a pandemia, em 2020.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.