Anabolizantes falsos: veterinários emitem receitas para laboratórios clandestinos terem acesso a substâncias restritas a animais
Anabolizantes falsos: veterinários emitem receitas para laboratórios clandestinos Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um grupo suspeito de fabricar, vender e distribuir anabolizantes clandestinos e substâncias controladas.
Os investigadores cumpriram os mandados logo cedo no Distrito Federal e em oito estados - Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Paraíba e Acre.
Foram 40 presos - três no Paraguai, em Cidade del Leste, fronteira com o Brasil em Foz do Iguaçu. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Um deles é Roberto Carlos Pereira de Carvalho, o “Jiraiya”, apontado como o chefe do esquema criminoso.
Segundo a investigação, o grupo atuava havia pelo menos 12 anos e tinha lucros superiores a R$ 500 mil por mês com a venda de anabolizantes clandestinos.
Anabolizantes falsos: veterinários emitem receitas para laboratórios clandestinos terem acesso a substâncias restritas a animais Jornal Nacional/ Reprodução Segundo a polícia, os criminosos se organizavam em núcleos: uma parte fazia os rótulos dos produtos ilegais, que imitavam marcas que já existem.
Nutricionistas e treinadores divulgavam os anabolizantes nas redes sociais e academias.
Médicos veterinários emitiam receitas falsas para que os laboratórios clandestinos tivessem acesso às substâncias de uso controlado, restritas a animais.
“A gente chama, na expressão do jargão que eles usam, de ‘cozinheiros de anabolizante’.
Cozinheiro por quê? Porque ele prepara a substância.
Pega um insumo de um lugar, pega de outro e, com conhecimento empírico ali da prática, não tem conhecimento médico ou farmacológico nenhum.
Daí a gravidade, porque eles inclusive incluem até óleo de cozinha dentro, substâncias que não têm nenhum vínculo com a necessidade de colocar ali, mas que são nocivas”, conta Rodrigo Carbone, delegado da Divisão de Defesa do Consumidor.
A operação apreendeu 25 carros de luxo e bloqueou quase R$ 33 milhões.
Também fechou 13 estabelecimentos e tirou do ar 22 perfis de redes sociais.
O grupo deve responder por crimes como formação de quadrilha, falsificação de medicamentos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.