ChatGPT, Grok e Google IA fazem ranking de melhores candidatos, e descumprem norma do TSE
As plataformas de inteligência artificial (IA) ChatGPT, Grok e o modo de IA da pesquisa do Google deram notas e fizeram rankings dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, o que infringe diretamente uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe qualquer valoração pelas IAs.
Ao receberem o pedido para dar uma nota às propostas dos cinco principais candidatos quanto a temas específicos, as três plataformas deram notas de 0 a 10 aos programas dos candidatos e fizeram um ranking do melhor para o pior.
Também a pedido, fizeram uma análise geral das propostas com ranking e notas.
A interação com as plataformas foi feita na terça-feira (18/8) e na quarta-feira (19/8), com os mesmos prompts usados para todas.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Na avaliação geral, levando em conta as propostas de todos os candiadtos, o ChatGPT colocou Ronaldo Caiado (PSD) em primeiro lugar, seguido de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Romeu Zema (Novo) em terceiro, Flávio Bolsonaro (PL) em quarto e Renan Santos (Missão) em último.
De acordo com o prompt e o momento da pesquisa, os resultados podem variar.
Levando em conta outros critérios, como personalidade e capacidade eleitoral, o ChatGPT colocou Lula à frente de Caiado.
Já a pesquisa do modo IA do Google — que é diferente do Gemini, a IA dedicada da empresa — colocou Zema em primeiro lugar, com Caiado em segundo, Flávio em terceiro, Lula em quarto e Renan Santos em último lugar.
O Grok deu Caiado, Flávio, Zema, Renan e Lula, nessa ordem.
Esse tipo de resultado é diretamente proibido pela Resolução 23.755/2026 do TSE, explica o advogado Rogério Mehanna, especialista em Direito Eleitoral.
O desrespeito pode ser considerado um ilícito eleitoral.
O parágrafo 1º do artigo 28 da resolução determina que é vedado às inteligências artificiais “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatas(os), campanhas, partidos políticos, federações ou coligações” e também “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta”.
Não respeitar a resolução é uma falha grave, afirma Mehanna.
“As pessoas se fiam muito nesses mecanismos para tomar decisões, porque eles são vistos como neutros e imparciais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.