Nova terapia para doença hepática autoimune pode ampliar tratamentos no SUS
A colangite biliar primária (CBP) é uma doença autoimune rara, crônica e progressiva, na qual o sistema imunológico ataca os pequenos ductos biliares dentro do fígado.
Com isso, a bile deixa de circular adequadamente, causando inflamação e danos progressivos ao órgão.
O ácido ursodesoxicólico é hoje o único tratamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde ( SUS ), porém cerca de 4 em cada 10 pacientes não respondem de forma satisfatória a essa terapia e não têm opção na rede pública¹ , ².
No Brasil, estima-se que a prevalência seja de 5,23 casos para cada 100 mil habitantes, o que representa mais de 10 mil pacientes, 78% deles mulheres 4 5 .
A doença é mais frequentemente diagnosticada entre os 45 e 70 anos e impacta de forma significativa na qualidade de vida, aponta o gastroenterologista e hepatologista Guilherme Cançado, da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).
“O diagnóstico costuma ocorrer em uma fase da vida em que muitos pacientes estão em plena atividade profissional e familiar, muitas vezes em uma faixa etária em que também podem coexistir sintomas relacionados à menopausa”, explica o médico em entrevista ao Estúdio JOTA .
Segundo ele, não existe uma explicação única para a predominância da doença entre mulheres.
Esse perfil provavelmente decorre de uma combinação de predisposição genética, regulação do sistema imunológico, fatores hormonais, epigenéticos e exposições ambientais.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão técnico do Ministério da Saúde, mantém até 24 de agosto a Consulta Pública 66 para analisar um novo tratamento para a CBP 3 .
Podem participar pacientes com colangite biliar primária, familiares, médicos, profissionais da saúde, especialistas e a sociedade em geral.
Além da Consulta Pública, o Ministério da Saúde informou que a Rede de Atenção Especializada em Doenças Raras, com 50 serviços multiprofissionais distribuídos por todo o país, também acompanha pacientes com CBP.
Prejuízo da qualidade de vida A CBP pode causar fadiga (cansaço extremo), prurido (coceira intensa), alterações do sono e dificuldade de concentração, sintomas que comprometem o trabalho e a vida familiar e social das pacientes.
Embora possam ser intensos, nem sempre apresentam relação direta com as alterações observadas nos exames de sangue.
O Dr.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.