De família tradicional goiana, Ronaldo Caiado disputa a Presidência pela 2ª vez
Candidato do Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado , 76 anos, disputará a Presidência da República pela segunda vez . O médico e líder ruralista que construiu a carreira política ancorado em pautas conservadoras e do agronegócio aposta em um plano de governo de quatro frentes para tentar subir a rampa do Palácio do Planalto.
Na área de segurança pública, Caiado promete endurecer as políticas de combate ao crime organizado . A principal medida apresentada pelo presidenciável é a criação de uma Lei do Terrorismo Doméstico para classificar organizações criminosas que dominam grandes extensões do território brasileiro. O candidato também defende maior atuação das Forças Armadas e quer implementar uma “polícia” da América do Sul com integração entre os países fronteiriços ao Brasil .
Crítico da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Caiado propôs um plano fiscal intitulado “Governo Eficiente” para “equilibrar as contas, cortar desperdícios e respeitar o dinheiro público”. O candidato se comprometeu a “dar segurança” aos setores agropecuário, comercial, industrial, além dos pequenos empreendedores . Ele afirmou que tratará a saúde e educação com prioridade.
Quando teve a sua pré-candidatura ao Planalto oficializada, o presidenciável prometeu anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro . “Eu vim com esse objetivo de pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, estarei dando uma amostra de que, a partir dali, irei cuidar das pessoas”, declarou Caiado na ocasião.
O candidato afirmou que o país “não suporta mais viver” a polarização política . “Posso afirmar a todos vocês que não é um traço da política nacional. É sustentada por um projeto por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim, por alguém que não faz parte dela”, disse.
Caiado foi um dos primeiros a se colocar como pré-candidato à Presidência ainda em 2025. No entanto, o presidenciável enfrentou falta de apoio do então partido , o União Brasil. A legenda estava resistente em lançar candidato próprio à corrida nacional e, por fim, optou por permanecer neutra .
Com o objetivo de participar do pleito presidencial, Caiado deixou o União Brasil e oficializou a filiação ao PSD em 14 de março . Apesar da troca de partido, teve de disputar a candidatura com os governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite .
Após o encerramento das articulações internas, a pré-candidatura de Caiado foi anunciada em 30 de março. O goiano foi indicado pela legenda após a desistência de Ratinho Jr. e a perda de força do nome de Eduardo Leite .
Fontes do PSD disseram ao jornalista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan , que a decisão de apoiar a candidatura de Caiado surpreendeu a bancada do partido na Câmara dos Deputados . Os parlamentares relataram que não foram ouvidos antes da definição e contavam com o nome de Ratinho Jr. , até o recuo do governador do Paraná.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.