Brasileiros milionários planejam comprar mais obras de arte do que a média mundial
Os brasileiros muito ricos devem adquirir mais obras de arte do que a média do mundo nos próximos 12 meses, aponta um estudo feito pelo banco UBS e pela empresa de pesquisa em economia da arte Arts Economics: 45% dos brasileiros com grande patrimônio planejam comprar esses artigos, ante 39% dos colecionadores globais.
Em um ranking de dez países, o Brasil perde somente para a China continental (53%) e para Singapura (48%).
Os brasileiros estão mais otimistas do que a média mundial com o setor de arte: 66% aguardam crescimento dessa indústria nos próximos seis meses, uma fatia maior do que a média global de 57%.
Apenas os americanos estão mais otimistas que os brasileiros, esperando uma melhora de 74%.
O levantamento ouviu 3,1 mil colecionadores com média de patrimônio de US$ 15 milhões em dez mercados: Alemanha, Austrália, Cingapura, China continental, Estados Unidos, França, Hong Kong, Japão e Reino Unido, além do Brasil.
Os entrevistados locais apresentaram a maior média de patrimônio: US$ 21,5 milhões.
O interesse financeiro e a preservação das tradições familiares estavam entre os motivos principais para os brasileiros começarem a fazer uma coleção de arte, citados por 17% e 15% dos respondentes, respectivamente.
O Brasil alcançou a maior taxa de retenção das obras herdades: 86% dos colecionadores mantêm as obras nos seus acervos.
Os brasileiros gostam mais dos artistas consagrados: a parcela de obras desses artistas alcança 51%.
As formas tradicionais de artes, como esculturas, obras sobre papel e pinturas representam 64% das coleções brasileiras.
Contudo, as pessoas planejam aumentar a diversificação de itens colecionáveis.
O Brasil capitaneou as intenções de investimento em peças de design e carros clássicos, por exemplo, com 24% e 19% das intenções de investimento, nessa ordem, para os próximos 12 meses.
Além disso, essas pessoas apoiam artistas e iniciativas culturais acima da média no mundo: 32% dos brasileiros colecionadores planejam apoiar as artes criando uma fundação ou um museu privado, e 31% têm planos filantrópicos de apoio a artistas.
Na análise de Yuri Freitas, chefe de planejamento patrimonial no Brasil do UBS Global Wealth Management, o setor de planejamento patrimonial da instituição financeira, as exposições de artistas brasileiros nos maiores museus do mundo e as premiações de artistas brasileiros têm tornado o mercado brasileiro mais confiante na própria arte e no próprio setor.
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