“Se não medirmos ganhos, IA vira linha de despesa”, diz José Nunes, da Veloe
Há alguns anos, a Veloe esteve perto de apostar no metaverso.
A empresa enxergou oportunidades de negócio, entusiasmou-se com as possibilidades e chegou a estudar iniciativas.
Com o tempo, percebeu que aquele universo atraía sobretudo adolescentes e jovens, e não o público que dirige, paga pedágio e estaciona com uma tag.
A lição ficou.
Agora que a companhia, como o restante do mercado, volta suas atenções para a inteligência artificial (IA), a estratégia é outra: experimentar sem amarras, medir com critério e não se adiantar demais.
“Precisamos acompanhar o ritmo do mercado para aproveitar os benefícios que a tecnologia oferece.
Não podemos ficar para trás, mas é preciso cautela ao estar à frente.
Corremos o risco de repetir o metaverso e gastar recursos que poderiam ir para iniciativas mais relevantes para a companhia”, afirma José Nunes, gerente-executivo de tecnologia da Veloe , em entrevista ao IT Forum.
Nunes lidera uma estrutura de cerca de 70 profissionais responsável pela inovação, estabilidade, segurança e eficiência dos sistemas que sustentam o negócio.
Com mais de 25 anos de carreira em tecnologia da informação, passou mais de 15 deles na SysMap Solutions, à frente de projetos para empresas como Claro, Vivo, TIM e Natura, com atuação também na América Latina.
Controlada pela holding Elopar, do Banco do Brasil e do Bradesco, a Veloe atua em mobilidade, gestão de frotas e frete.
A empresa tem 3 milhões de tags ativas, atende mais de 7 mil empresas na frente de frotas e é aceita em todas as rodovias pedagiadas do país, em mais de 2,6 mil estacionamentos e em 28 aeroportos.
Para 2026, informa volume transacionado de R$ 10 bilhões e investimento de R$ 50 milhões.
Liberar primeiro, cobrar depois O primeiro passo da Veloe foi criar um ambiente de aprendizado sem bloqueios, restrições ou cobranças.
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