Dólar abre em leve alta nesta terça após EUA ameaçarem sanções contra Irã
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O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (25) com os investidores avaliando as promessas de sanções feitas pelo governo Donald Trump contra os países que mantiverem parceria com o Irã.
Os EUA anunciaram que vão ampliar as sanções econômicas ao Irã, ameaçando excluir do sistema financeiro baseado em dólar os países que continuarem a negociar com Teerã.
Às 9h27, a moeda norte-americana subia 0,18%, cotada a R$ 5,1625. O índice do dólar —que mede o desempenho da divisa frente a uma cesta de outras seis moedas— subia 0,05%, a 99,014.
Na segunda-feira (24), a moeda americana fechou em alta de 0,21%, a R$ 5,153, enquanto a Bolsa avançou 0,51%, aos 171.906 pontos.
Durante o pregão, investidores estiveram atentos à guerra no Oriente Médio e a ameaças de sanções dos EUA contra o Irã.
Além disso, o cenário corporativo brasileiro esteve no radar, com o pregão impactados pelas ações da Vale, da Yduqs, dona da Estácio , e da Braskem.
A possível negociação entre a empresa focada em ensino superior e a Afya, especializada em educação na área da saúde, fez com que as ações da companhia avançassem mais de 12%, a R$ 8,87.
Por outro lado, os papéis da petroquímica recuaram mais de 6% após a empresa receber sinal verde do conselho de administração para entrar com um pedido de recuperação extrajudicial.
O processo é para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, o equivalente a aproximadamente R$ 56,2 bilhões.
A alta do Ibovespa também repercutiu um fluxo comprador que beneficiou as ações da Vale, que representam cerca de 11% da carteira do Ibovespa.
"Esse forte avanço foi capitaneado pelo robusto fluxo comprador direcionado às ações da Vale e do setor bancário, que ofuscaram as perdas de outras gigantes do índice. A Petrobras, por exemplo, operou em baixa refletindo o recuo internacional nos preços do barril de petróleo", diz Rebecca Nossig, estrategista de ações na Nomad.
Na tarde desta segunda, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os EUA estão lançando uma "ofensiva econômica" contra países que mantêm relações comerciais com o Irã. Bessent, contudo, se recusou a dizer quais países específicos seriam alvo das medidas, ou quando essas penalidades entrariam em vigor.
"Por que eu iria querer destruir o sistema financeiro global? Acreditamos que é importante estabelecer um ponto de equilíbrio e dar às pessoas um período de adaptação, mas elas devem saber que isso avançará muito rapidamente e que estamos falando sério", disse ele em uma coletiva de imprensa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.