Reserva financeira dos brasileiros não dura 6 meses; entenda
Uma pesquisa aponta que 69% dos brasileiros afirmam ter dinheiro guardado, em contrapartida, 43% ficariam sem esse recurso em até seis meses.
É o que o levantamento chama de “segurança de curto prazo”, já que a reserva não sustentaria imprevistos mais sérios, como perda de renda, doenças ou despesas inesperadas.
Mas o que fazer para mudar esse cenário?O dado foi divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, com base no ano de 2025 do Raio X do Investidor Brasileiro, e segundo o especialista em finanças, Rodrigo Icó, há algumas explicações para esse fato e dicas para mudar essa realidade.
Por que as reservas não duram no Brasil?Para Rodrigo, o problema está em como esse dinheiro é gerido.
Apesar da poupança ainda fazer parte da realidade da maioria das pessoas, ela não dá mais conta do recado.
“Durante muito tempo, a poupança foi vista como porto seguro.
Hoje, ela funciona mais como um lugar de passagem do que de proteção.
O dinheiro fica parado, rende pouco e perde força com o tempo”, explica Rodrigo Icó, líder da XP na Bahia.Com rendimento baixo e pouca eficiência frente à inflação, deixar toda a reserva na poupança pode significar perder poder de compra, justamente no momento em que o recurso mais se faz necessário.Outro ponto que explica essa fragilidade é a dificuldade de transformar intenção em organização financeira.
Apenas uma parte da população consegue guardar dinheiro com frequência e os que fazem não usam estratégias para isso.
“Não adianta só guardar um dinheirinho quando sobra.
A reserva de verdade precisa de constância e objetivo.
O ideal é ter um valor que segure pelo menos seis meses das despesas da casa”, afirma Icó.Entre os deslizes mais comuns estão deixar o dinheiro parado, misturar reserva com investimentos de risco ou simplesmente não separar o que é emergência do que é plano de longo prazo.
A insegurança financeira aumenta o estresse e faz com que decisões sejam tomadas no impulso, sem planejamento, o que pode agravar ainda mais a situação.Como começar?Rodrigo Icó já começa indicando que o caminho mais seguro passa por produtos simples, acessíveis e com liquidez diária, como Tesouro Selic e CDBs, alternativas que permitem resgate rápido sem abrir mão de rendimento e tão seguros quanto a poupança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.