VÍDEO: Moraes explica caso Dino para pôr fim a distorções na tal história da “fonte”
Num movimento direto e enfático para desarmar narrativas falsas e distorções propositais, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aproveitou a sessão remota da Corte realizada nesta quinta-feira (13) para esclarecer em definitivo as circunstâncias que envolvem as investigações sobre o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim e o blogueiro Luís Pablo, no Maranhão.
Dirigindo-se ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, Moraes falou por quase quatro minutos para restabelecer a fronteira constitucional entre o exercício legítimo do jornalismo e o uso de prerrogativas profissionais como biombo para práticas ilícitas.
A manifestação ocorre após uma onda de ruído e desinformação orquestrada por setores da extrema direita e por entidades patronais de imprensa, que se apressaram em classificar a atuação do Supremo como uma suposta “violação do sigilo da fonte”.
Como a Fórum já havia antecipado, a realidade por trás do caso passa ao largo de qualquer ataque à liberdade de imprensa: trata-se de uma complexa trama criminal que abrange o monitoramento ilegal do ministro Flávio Dino e de sua família, um histórico de homicídio, obstrução de Justiça e um repasse financeiro suspeito no valor de R$ 100 mil .
Ao destacar que a Carta Magna protege o sigilo da fonte para assegurar a livre informação à sociedade, e jamais para acobertar crimes, Moraes cravou a frase que sintetizou o debate e desmontou a gritaria oposicionista: “Sigilo da fonte que é uma garantia essencial para defesa da democracia, e não um instrumento oculto para associações criminosas praticarem impunemente diversas infrações penais.”, disse Moraes.
Veja o vídeo com a fala de Moraes: https://x.com/dinodebochado/status/2087990994004316238 Uma trama complexa: Do assassinato ao monitoramento de um ministro do STF Para compreender por que o discurso do “ataque ao sigilo da fonte” ruiu diante da menor análise crítica, é preciso resgatar o histórico completo dos fatos apurados pela Polícia Federal e reunidos pela Fórum .
Tudo começou a vir à tona em novembro de 2025, quando o blogueiro Luís Pablo passou a publicar fotos e informações detalhadas sobre os veículos utilizados pelo ministro Flávio Dino e por seus familiares em deslocamentos pelo Maranhão.
O episódio foi vendido pelo blogueiro como uma “denúncia” de uso indevido de carros do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
Rapidamente, tanto o STF quanto o TJ-MA esclareceram que os automóveis integravam o protocolo oficial e regulamentar de segurança disponibilizado aos ministros da Corte fora de Brasília.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.