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Nos anos 1960, a Holanda tomou uma decisão que mudaria para sempre a vida da população e dos turistas: decidiu transformar o transporte e redefinir a sua economia

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Nos anos 1960, a Holanda tomou uma decisão que mudaria para sempre a vida da população e dos turistas: decidiu transformar o transporte e redefinir a sua economia

A Holanda é conhecida pelas bicicletas, mas a extensa estrutura cicloviária do país não surgiu naturalmente.

O sistema foi construído a partir de mudanças nas políticas de transporte , principalmente durante os anos 1970, quando mortes no trânsito, mobilização popular e a crise do petróleo colocaram em xeque o modelo urbano baseado nos automóveis.

Depois da Segunda Guerra Mundial , cidades como Amsterdã passaram a abrir cada vez mais espaço para os carros.

Ruas foram ampliadas e grandes projetos viários começaram a ser planejados.

Na época, parte dos responsáveis pelo planejamento urbano considerava a bicicleta um meio de transporte em decadência.

Leia também: Dia Mundial Sem Carro: uma chance de transformar nossas cidades O crescimento econômico acelerou essa transformação.

Entre 1950 e 1975, a economia holandesa cresceu cerca de 4% ao ano.

A quantidade de carros de passeio, por sua vez, saltou de aproximadamente 150 mil em 1950 para quase 2,5 milhões em 1970.

As cidades foram modificadas para acompanhar esse aumento.

Vias principais ganharam espaço e projetos de grandes avenidas e rodovias urbanas avançaram.

Paralelamente, a participação das bicicletas nos deslocamentos caiu em diversas cidades.

O preço da mudança A expansão dos carros trouxe também um alto custo humano.

Em 1972, 3.264 pessoas morreram nas estradas holandesas .

O número ajudou a transformar os acidentes de trânsito em uma questão política e estimulou uma reação da sociedade.

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