Tesouro Direto: prefixados voltam a subir enquanto juros americanos apagam o alívio de ontem
Os títulos do Tesouro Direto operam em direções distintas nesta quinta-feira (2).
Os prefixados voltam a subir, na mesma intensidade que caíram ontem.
Já os atrelados à inflação abriram em alta, mas passaram a cair no início da tarde - com exceção do Tesouro IPCA+ 2050, que segue em alta.
O anúncio de que o governo americano iria dobrar o volume de recompras no mercado de títulos públicos fez as taxas caírem firme nos EUA ontem, e o efeito irradiou para outros mercados.
Agora, porém, esse alívio é parcialmente apagado.
O papel do Tesouro americano com vencimento em 30 anos, que chegou ao maior nível desde junho de 2007 na última terça-feira, avança de 5,237% ao ano, no fechamento de ontem, para 5,251% ao ano, durante a sessão de hoje, por volta das 10h02.
Antes do anúncio, o rendimento chegou a 5,332%.
Analistas ouvidos pelo Valor Investe afirmam que o programa de recompras é um “jogo de soma zero”, não ataca os motivos da alta das taxas no longo prazo - o aumento dos gastos fiscais, como os com defesa, e da inflação - e só iria impactar no curtíssimo prazo.
A alta de 3% do petróleo antecipa o fim desse efeito, à medida que mercado prevê maiores pressões inflacionária causadas pela guerra entre Irã e Estados Unidos no Oriente Médio.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2032 paga IPCA + 8,06%, ante IPCA + 8,08% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2040 retorna IPCA + 7,53%, ante IPCA + 7,55% na última sessão.
A aplicação no Tesouro IPCA+ 2050 retorna IPCA + 7,32%, ante IPCA + 7,31% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2029 paga 14,29%, ante 14,25% na última sessão.
A aplicação no Tesouro Prefixado 2032 remunera 14,76%, ante 14,68% na última sessão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.