“Nem tudo que funcionou nos EUA vai funcionar no Brasil”, diz diretor do Itaú sobre avanço do mercado de ETFs
A preferência do investidor brasileiro por renda fixa é uma questão cultural e estrutural que pode ser ignorada ao se pensar em novos produtos financeiros, segundo o diretor de estratégias indexadas do Itaú Asset Management, Renato Eid Tucci .
Para Tucci, não é porque um produto deu muito certo nos Estados Unidos que ele vai desempenhar no Brasil.
A fala do executivo aconteceu durante um dos painéis do encontro anual sobre índices e ETFs no Brasil 2026, promovido nesta quarta-feira (28) pela S&P Global.
Os participantes discutiam a criação das Trump’s accounts , uma contribuição governamental de US$ 1 mil do governo Trump para crianças elegíveis nascidas entre 2025 e 2028.
Esse dinheiro é alocado em um ETF atrelado ao S&P 500.
Para Catherine Clay , CEO do S&P Dow Jones Indices, trata-se de um ótimo programa para apresentar o produto para a população e promover a educação financeira desde a infância.
“Essas contas são muito importantes porque são muito fáceis para as famílias aderirem.
Você remove a fricção de passar por muitas etapas e decisões de alocação que desmotivam as pessoas a migrarem o dinheiro de uma conta poupança para uma conta de investimento”, afirmou a executiva.
Eid concordou com a premissa da política pública, porém discordou da efetividade óbvia no Brasil.
“Devemos ser cautelosos ao incorporar no Brasil o que está sendo bem-sucedido em outras geografias.
Nossa cultura de investimento é diferente e as demandas dos brasileiros são diferentes”, disse.
Foco na renda fixa O diretor do Itaú acredita que os produtos brasileiros precisam endereçar problemas dos brasileiros.
Dentro dessa lógica, o foco em renda fixa é importante e os ETFs, mesmo os de renda fixa, ainda tem algumas barreiras, em sua opinião.
Eid destacou o fato de os fundos de índice serem negociados em bolsa.
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