Bradesco (BBDC4): após frustração eleitoral, Itaú BBA corta ação; veja novo preço-alvo
O Bradesco ( BBDC4 ), que era, até pouco tempo atrás, o favorito do Itaú BBA entre os bancões, perdeu o brilho aos olhos dos analistas.
Em relatório divulgado mais cedo, o BBA cortou a recomendação da ação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 22 para R$ 20, em meio a uma deterioração das perspectivas para a economia.
Segundo o BBA, o bancão terá mais dificuldade para atravessar o cenário que se desenha à frente, marcado por juros mais altos e menor crescimento econômico.
No terceiro trimestre, o Bradesco (BBDC4) já deu sinais de fadiga.
O banco voltou a registrar aumento nas provisões para perdas e redução na cobertura da inadimplência.
“O ambiente macroeconômico previsto para 2027 aponta para atividade econômica e níveis de confiança mais fracos, o que provavelmente restringirá a demanda por crédito e/ou prejudicará a capacidade de pagamento dos tomadores de empréstimos”, destaca o relatório.
Ainda de acordo com o BBA, a expectativa de juros mais elevados também joga contra o banco, ajudando a desacelerar a recuperação do segmento de atacado e prolongando a pressão sobre os tomadores de crédito corporativo.
Além disso, a disparada do endividamento das famílias e os riscos de crédito entre pequenas empresas podem restringir ainda mais a demanda por crédito e deteriorar a capacidade de pagamento dos clientes.
Na avaliação do Itaú BBA, a saída passa por uma originação de crédito mais criteriosa, o que ajudaria a conter perdas futuras.
“Mas esperamos que os benefícios surjam gradualmente, limitando o potencial para uma melhoria nos custos de crédito no curto prazo”, afirma o banco.
Receitas mais fracas No crédito automotivo, por exemplo, o Bradesco viu sua receita crescer 27% na comparação anual e 6% em relação ao trimestre anterior no terceiro trimestre.
A administração do banco segue otimista em relação à qualidade da carteira, mas sustentar esse crescimento em uma economia mais fraca será um desafio.
Outro destaque foi o crédito corporativo para grandes empresas, que avançou 14,8% na comparação anual e 0,7% frente ao trimestre anterior.
Ainda assim, o Itaú BBA pondera que, embora uma maior participação do crédito corporativo possa sustentar volumes e spreads, juros mais altos tendem a limitar o crescimento futuro.
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