No que o mercado está de olho após vitória de Lula e ‘reprecificação’ dos ativos, na visão da Armor Capital
Reprecificação .
Essa é a palavra que resume a forte onda vendedora dos ativos locais no dia seguinte ao segundo turno das eleições, na avaliação de Paula Moreno , co-CIO e sócia da gestora Armor Capital .
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25) surpreendeu o mercado, com uma vantagem de 4,4 milhões de votos válidos.
Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente no primeiro turno e era apontado como o vencedor nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Em reação, no day after , o Ibovespa (IBOV) enfrentou o primeiro circuit breaker desde a pandemia e despencou 13,9% – em dólares, o tombo foi de cerca de 20,1%.
O dólar à vista chegou a superar R$ 5,60 na máxima intradia (+12,25%) e a curva de juros futuros abriu em mais de 200 pontos-base.
“O movimento ficou dentro do que era esperado em caso de uma vitória de Lula.
Os modelos já apontavam para uma queda de 15% da Bolsa, abertura dos juros em mais de 200 pontos-base e real depreciando algo próximo de 8%”, destacou Paula, em entrevista ao Money Times.
Para efeitos de comparação, até o último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa acumulava ganho de 27,3% no ano e de 10% em outubro; o dólar à vista tinha um saldo negativo de 9% ante o real e desvalorização de 3,5% no acumulado do mês.
No cenário considerado, a última pesquisa Datafolha havia apontado um empate técnico entre Flávio e Lula, com 50/50 das intenções de votos, enquanto o mercado preditivo, proibido no Brasil, precificava mais de 70% de chance de vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O mercado aumentou posição durante todo o mês de outubro apostando em uma vitória do candidato da direita.
Então, foi uma reprecificação rápida em uma única sessão.” A Armor Capital adotou uma postura mais defensiva diante do cenário ainda incerto sobre o governo reeleito.
Diante disso, o Ibovespa deve permanecer na faixa de 170 mil a 180 mil pontos até dezembro, na visão da gestora.
“O mercado está ainda no processo de redução de risco, mais sensível a risco, e os investidores estão ajustando as posições”, afirmou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.