Entenda como a tentativa dos EUA de estrangular a economia do Irã depende da cooperação da China
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Ao declarar um "Dia D econômico" para o Irã , o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, recorrem a mais uma estratégia para tentar encontrar uma saída a uma aventura militar que deu errado. No processo, eles estão invertendo a abordagem habitual para pressionar adversários a se submeterem à vontade de Washington.
Normalmente, a Casa Branca aborda um problema como o desmantelamento do programa nuclear iraniano com diplomacia direta. Se isso não leva a lugar algum, as autoridades acrescentam sanções econômicas, introduzindo um elemento de coerção. A ação militar é o último recurso, e somente se o presidente determinar que vale a pena arriscar vidas americanas.
Mas Trump saltou de uma breve rodada de diplomacia para a etapa dos bombardeios com o objetivo de forçar o Irã a abrir mão de seus estoques de 11 toneladas de urânio enriquecido e, talvez, provocar o colapso do regime.
Os ataques fracassaram em ambos os objetivos, ao custo de 18 vidas americanas, centenas ou milhares de iranianos mortos e uma conta que analistas independentes estimam em mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 515 bilhões), embora as estimativas do Pentágono sejam menores.
E somente agora Trump e Bessent tentam mais um grande experimento, batizado de Operação Pária Econômico, que a Casa Branca descreveu como "uma campanha sem precedentes para cortar todos os meios de sobrevivência econômica restantes que sustentam a República Islâmica do Irã ".
O plano não é implausível. Segundo a descrição de Bessent feita em entrevista coletiva na segunda (24), a iniciativa envolve bloquear toda e qualquer transação que canalize dinheiro para Teerã, sejam elas digitais e disfarçadas, transferências de petróleo de navio para navio ou a movimentação de ouro pelo mundo.
Mas a medida levanta uma série de questões que a Casa Branca não respondeu. A primeira delas é: se sanções tão herméticas quanto essas são possíveis, por que elas não foram empregadas antes de Trump ordenar que os militares americanos entrassem em combate, expondo a escassez de munições e os limites do poderio militar americano?
E agora que os militares, nas palavras de Bessent, "lançaram as bases" para o sucesso, o que fazer com a China, que comprou mais de 80% das exportações de petróleo do Irã em 2025?
O governo americano está disposto a correr o risco de outro confronto direto com Pequim, com quem já está em desacordo por questões sobre inteligência artificial, Taiwan, uma rápida expansão nuclear e um enorme excesso de capacidade produtiva que ameaça a economia global?
O Dia D original, nas praias da Normandia, não exigiu a participação da China.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.