Bruno Dantas renuncia ao cargo de ministro do TCU
O ministro Bruno Dantas apresentou nesta segunda-feira (31/8) sua renúncia ao Tribunal de Contas da União .
A saída terá efeito a partir de 9 de setembro, conforme comunicado encaminhado ao presidente da corte, ministro Vital do Rêgo.
Dantas deixa o tribunal após 12 anos no cargo e menos de dois anos depois de encerrar seu mandato na Presidência do TCU.
Na carta, Dantas afirma que a renúncia é “irrevogável” e que a decisão tem caráter “pessoal e voluntário”, tendo sido amadurecida ao longo dos últimos meses.
Ele também pediu que sejam adotados os procedimentos administrativos para a formalização da vacância e que a saída seja comunicada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A comunicação ao Senado ocorre porque caberá à Casa a escolha de seu sucessor.
TCU Bruno Dantas oficializou saída do TCU nesta segunda (31/8) Dantas chegou ao TCU justamente por indicação dos senadores: em abril de 2014, recebeu 47 votos, contra 11 de Fernando Moutinho e dois de Sérgio da Silva Mendes.
Depois da aprovação pela Câmara, tomou posse em 13 de agosto daquele ano, aos 36 anos.
“Desde a posse, em 13 de agosto de 2014, e no biênio 2023-2024, em que tive a honra de presidir esta Casa, convivi com uma instituição atenta ao rigor de suas atribuições e ao diálogo com a sociedade e com os jurisdicionados”, afirmou Dantas na carta de renúncia.
Futuro no setor privado A saída ocorre em meio a especulações sobre os próximos passos profissionais de Dantas.
Pessoas próximas ao ministro afirmam que, desde que deixou a Presidência do TCU, no fim de 2024, ele vem recebendo sondagens de empresas brasileiras e estrangeiras dos setores financeiro, siderúrgico, minerário, de agronegócio, defesa e tecnologia.
Nas últimas semanas, também cresceram rumores sobre conversas com um escritório de advocacia de Nova York.
Interlocutores relatam ainda que Dantas tem manifestado interesse em criar uma empresa voltada à estruturação de projetos e investimentos e em atuar nas áreas de compliance e gestão de crises e reputação.
A eventual migração para atividades ligadas ao setor privado representaria uma nova etapa de uma trajetória que já teve uma breve passagem pelo mundo empresarial.
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