Baleias têm espécie de "impressão digital" de manchas? Estudo investigou
Uma fotografia tirada durante um passeio de observação de baleias pode parecer apenas mais um registro de um encontro com a vida selvagem.
Na Península Valdés, na Patagônia argentina, porém, uma imagem assim pode ter valor científico suficiente para revelar a idade de uma baleia, identificar sua mãe e até conectar gerações de uma mesma família separadas por décadas.
Isso acontece porque as baleias-francas-austrais (Eubalaena australis) carregam na cabeça uma espécie de “digital”, algo semelhante ao que nós temos na ponta dos nossos dedos das mãos e dos pés.
São padrões individuais de calosidades que permitem aos pesquisadores reconhecer uma baleia e acompanhar sua trajetória ao longo da vida.
A técnica, conhecida como fotoidentificação, sustenta um dos mais antigos programas de pesquisa de cetáceos baseado nesse método, com informações sobre mais de cinco mil indivíduos.
O problema é que nem sempre os cientistas conseguem enxergar essas marcas com clareza.
É aí que entram os guias de observação de baleias e a chamada ciência cidadã: fotografias feitas por pessoas que estão no mar estão ajudando os pesquisadores a preencherem lacunas no histórico das baleias-francas-austrais.
Impressão digital alternativa Desde 1970, o Southern Right Whale Research Program acompanha as baleias que visitam a Península Valdés por meio de levantamentos aéreos.
Fotografias feitas a partir de aviões e, mais recentemente, drones permitem identificar animais, além de registrar informações como sexo, idade, condição corporal e presença de filhotes.
As calosidades são fundamentais nesse trabalho.
Embora pareçam rugas ou protuberâncias espalhadas pela cabeça, seus padrões variam de uma baleia para outra e podem ser utilizados como uma verdadeira carteira de identidade.
É graças a essas características que os pesquisadores conseguem reconhecer um animal quando ele reaparece anos depois.
O Instituto de Conservación de Ballenas (ICB) participa do programa desde 1996, em colaboração com a Ocean Alliance.
A continuidade das observações transformou o catálogo em uma espécie de arquivo de famílias de baleias, capaz de reunir informações sobre nascimento, reprodução, sobrevivência e parentesco ao longo de décadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.