Ações da Moderna sobem 150% após vacina contra melanoma, em parceria com a Merck
A terapia personalizada de mRNA para câncer desenvolvida pela Moderna em parceria com a MSD, reduziu o risco de recorrência e disseminação do câncer de pele em um ensaio clínico de fase final quando combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda, fazendo com que as ações da Moderna subissem cerca de 150%, atingindo as maiores cotações em vários anos.
Entenda: Vacina de Merck e Moderna contra recorrência de câncer de pele de mostra avanço Milhares de pacientes que foram submetidos a cirurgia para melanoma de alto risco poderão se beneficiar já no próximo ano, disse o presidente da Moderna, Stephen Hoge, em entrevista.
Leia também Por que Ibovespa sobe mais de 2% com recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA? Às 11h13, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 2,13%, a 169.870,48 pontos Os resultados preliminares do estudo em andamento, divulgados na quarta-feira, mostraram que o tratamento com Intismeran atingiu tanto seu objetivo principal de reduzir a recorrência do câncer quanto seu objetivo secundário de impedir que os tumores se espalhem para outras partes do corpo, em comparação com o Keytruda isoladamente.
Este é o primeiro resultado positivo em um ensaio clínico de fase final para uma vacina de mRNA contra o câncer e o primeiro estudo desse tipo a demonstrar que a adição de um tratamento ao Keytruda funcionou melhor do que a terapia isolada em pessoas cujo melanoma havia sido removido cirurgicamente.
As ações da Moderna estavam sendo negociadas a US$160,25, enquanto as da MSD subiram 11% no início do pregão.
As ações da Moderna sofreram nos últimos anos, pois a empresa tem tido dificuldades em provar aos investidores que consegue expandir sua plataforma de mRNA para além da vacina contra a Covid-19.
A MSD, por sua vez, vem se preparando para a iminente perda da patente do Keytruda, medicamento que já foi o mais vendido no mundo, ainda nesta década.
A MSD afirmou que as empresas já estão em negociações com os órgãos reguladores sobre o tratamento.
Hoge disse que, dada a designação de terapia inovadora da vacina, ela poderá estar disponível já no próximo ano.
Ele classificou o resultado como um marco histórico.
“Esta é a primeira vez que observamos melhorias clinicamente significativas e estatisticamente relevantes em comparação com inibidores de checkpoint como o Keytruda nesta população, e é a primeira vez que conseguimos isso com um tratamento individualizado”, disse Hoge.
O analista Myles Minter, da William Blair, afirmou que os resultados provisórios posicionam bem ambas as empresas para buscar a aprovação regulatória, além de serem um sinal positivo para os estudos em andamento da vacina em outros tipos de câncer.
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