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Desafios da mobilidade na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS)

Brasil de Fato ·
Desafios da mobilidade na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS)

O Observatório das Metrópoles reúne pesquisadores sobre às cidades em todas as regiões do Brasil, tendo um núcleo na Região Metropolitana de São Paulo. As colunas são e tratam de temas como mobilidade, moradia, segurança e urbanismo. Um olhar crítico e propositivo sobre o desenvolvimento de São Paulo e sua região metropolitana, visando contribuir para um futuro urbano justo e sustentável.

Houve um tempo em que Santos e São Paulo eram chamadas “cidades casadas”, já que, mesmo tendo que vencer o obstáculo da Serra do Mar, os fluxos de pessoas, recursos e produtos eram muito intensos. E cada vez mais frequentes, pois conectavam o mundo ao rico hinterland cafeeiro, acompanhando a crescente chegada dos imigrantes estrangeiros e as obras de ampliação do porto e das estradas de acesso – ferrovias e rodovias de engenharia ousada e inovadora.

Desencadeando a produção de habitações precárias e provisórias para os imigrantes que aportavam em Santos, as condições sanitárias adversas no final do século XIX – abastecimento de água potável insuficiente e surtos epidêmicos que afligiam com frequência a cidade de Santos – resultaram na encampação dos serviços de saneamento, até então feitos por empresas privadas (Cia. Melhoramentos de Santos e City of Santos Improvements).

Assim, as centenárias obras do plano de Saturnino de Brito – adoção do sistema separador absoluto de águas cloacais e pluviais, estações elevatórias e emissário de esgotos – marcam a construção da cidade moderna no Brasil e ajudaram a distinguir Santos e São Vicente como cidades de excepcionais condições urbanísticas e imobiliárias à época e mesmo até hoje. São Vicente é a cidade mais antiga do Brasil, mas Santos é considerada a cidade mais verticalizada do país.

Apesar dos títulos, o crescimento populacional desses municípios centrais vem se estagnando há décadas, acompanhado da intensa verticalização dos edifícios, do mercado imobiliário valorizado pela paisagem e, mais recentemente, pela indústria do petróleo. Aliás, a Baixada Santista, em seu conjunto, revela dinâmicas demográficas e imobiliárias muito particulares: cerca de 30% de seus domicílios são de uso ocasional devido às atividades do turismo que abriga. Tais atividades implicam uma enorme população flutuante cotidianamente, além dos finais de semana, feriados e férias, quando se multiplicam os fluxos, especialmente provenientes da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). A demanda por serviços locais é ampliada, já que nos municípios litorâneos, como Bertioga e Mongaguá, a segunda residência chega a representar, respectivamente, 55% e 56% dos domicílios totais.

Assim, o ‘casamento’ entre as cidades tem se transformado em uma relação poligâmica e certamente conflituosa com os demais municípios, que, entre menores oportunidades e maiores contradições presentes nas áreas metropolitanas, precisam enfrentar os desafios da ação coletiva.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.

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