A turbina eólica colossal de 260 metros com pás maiores que um campo de futebol instalada em alto-mar
A engenharia por trás das megaturbinas que usam fundações gigantes, pás de 107 metros e ventos intensos encontrados longe da costa
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma turbina eólica offshore pode alcançar dimensões comparáveis às de um arranha-céu e operar durante anos sob ventos fortes, ondas e maresia. A Haliade-X tornou essa escala concreta: seu projeto chegou a 260 metros da base à ponta da pá, mas colocar uma máquina desse porte no oceano exige muito mais engenharia do que simplesmente erguer uma torre gigante.
A Haliade-X foi apresentada originalmente com rotor de 220 metros de diâmetro e pás de 107 metros, dimensões que ajudam a explicar a comparação com campos de futebol. A medida de 260 metros representa a altura máxima da estrutura da base até a ponta de uma pá posicionada verticalmente, e não apenas a altura da torre. A GE detalha as dimensões e a engenharia da Haliade-X em seu material oficial .
O tamanho tem uma razão física. Quanto maior o rotor, maior é a área varrida pelas pás e, portanto, maior a quantidade de energia disponível no vento que pode ser aproveitada. Na plataforma Haliade-X, versões posteriores receberam certificação para operar em potências de até 14,7 MW.
Em parques de águas adequadas a estruturas fixas, uma solução comum é o monopile, um enorme tubo de aço instalado verticalmente no leito marinho. Navios especializados transportam e posicionam essas fundações, que podem ser introduzidas no solo com equipamentos hidráulicos de grande porte.
O vídeo da Siemens Gamesa acompanha justamente a montagem de um parque eólico offshore e mostra a dimensão logística de transportar e instalar componentes gigantes no mar, complementando o processo descrito acima.
Uma pá maior percorre uma circunferência enorme e permite que o rotor intercepte uma área muito superior à de turbinas menores. As pás de 107 metros desenvolvidas para a Haliade-X foram construídas com uma combinação de materiais que inclui fibras de vidro e carbono, madeira e resina, formando uma estrutura leve em relação às suas dimensões, mas suficientemente rígida para suportar grandes cargas.
Não é correto, porém, atribuir sua resistência marítima apenas à fibra de carbono. A durabilidade depende do projeto completo da pá, dos materiais, revestimentos, controle de qualidade e manutenção. Além da maresia, ela enfrenta ciclos repetidos de flexão, rajadas, chuva e variações de carga durante milhões de rotações ao longo da vida operacional.
Potência nominal e energia produzida não são a mesma coisa. Uma máquina classificada em 13 ou 14 MW não entrega essa potência continuamente, porque a velocidade do vento muda. A geração anual depende das condições do local, da disponibilidade do equipamento, das perdas elétricas e de outros fatores operacionais.
A estimativa inicial da GE para a versão de 12 MW era de até 67 GWh anuais em condições específicas do Mar do Norte, equivalentes ao consumo anual de até 16 mil residências europeias. Portanto, dizer que ela “abastece uma cidade pequena” funciona apenas como comparação aproximada, não como capacidade universal.
O oceano transforma a construção em uma operação naval.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.