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Restrição a jogos e bets é aposta de Lula na reta final da eleição

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Restrição a jogos e bets é aposta de Lula na reta final da eleição

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O governo decidiu editar uma medida provisória para restringir - e possivelmente "erradicar" - jogos e apostas no Brasil como uma investida eleitoral de Lula na reta final da campanha. A apuração é de Rodrigo Matos, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky, apresentada no A Hora , do Canal UOL .

O tema é um dos destaques do episódio desta semana. O podcast de notícias do UOL, com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo , está disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .

Segundo Toledo, a medida provisória permite que a mudança passe a valer assim que for editada, enquanto o Congresso decide se mantém ou derruba o texto. A estratégia, diz ele, também empurra para adversários o custo político de se colocar contra a restrição.

É uma jogada eleitoreira, não tenho a menor dúvida; uma decisão que não tinha consenso dentro do governo. A gente acompanhou essa discussão durante meses e era uma discussão, não uma decisão. Lula era o mais radicalmente contra e agora, finalmente, bateu a mão na mesa e falou: 'vamos acabar ou vamos restringir muito', apostando, sem dúvida, no efeito eleitoral. José Roberto de Toledo

Para Toledo, Lula tenta virar a chave da campanha ao oferecer uma agenda "para frente", em vez de insistir na comparação com Jair Bolsonaro. A ideia, diz Toledo, é associar a promessa de restrição a um alívio para famílias afetadas por endividamento e vício.

Toda a campanha do Lula, até a semana passada ou retrasada, era olhando pra trás, que é um equívoco total. As pessoas votam na esperança, não na experiência. Ele quer dizer: 'eu sou o cara que vai acabar com o jogo no Brasil e, se não acabar, é porque o Congresso não deixou e quem não deixou vão ser os bolsonaristas do PL ou os aliados dele'. José Roberto de Toledo

Thais Bilenky concorda: "E todas aquelas pessoas que estão sofrendo com crise de vício na família, endividamento, transtorno mental e outros mil problemas que a gente sabe que as apostas causam, vão olhar para o Lula com um pouco mais de simpatia a partir deste momento. E essa é a jogada que obviamente está por trás dessa decisão, além de de eventualmente ser favorável mesmo à proibição."

Toledo avalia que a movimentação também tenta colocar a oposição na defensiva. "Os bolsonaristas" ficariam com o ônus de derrubar a medida provisória e, com isso, "ficar a favor do jogo", afirma.

Ele aponta, porém, que a iniciativa deve enfrentar resistência de vários lados. Toledo cita risco de contestações "judiciais, congressuais" e pressão de grupos econômicos interessados no mercado de apostas.

É uma jogada com risco, porque vai ter milhões de contestações lobísticas de toda a ordem, mas esse público que está endividado, principalmente as mulheres chefes de família - que é um grupo onde o Flávio vai mal, mas estava crescendo - pode eventualmente mudar um pouco a história dessa eleição.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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