Projetado por Norman Foster e Michel Virlogeux depois de 13 anos de estudos, o viaduto de 2.460 metros atravessa um vale a 270 metros do chão e possui uma estrutura que alcança 343 metros de altura
Entre mastros gigantes, tabuleiro metálico e pilares de concreto, a obra francesa transformou um vale profundo em um dos maiores feitos da engenharia contemporânea.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Viaduto de Millau transformou um trecho difícil do sul da França em um dos maiores marcos da engenharia contemporânea. Com 2.460 metros de extensão, tabuleiro elevado a até 270 metros sobre o vale do Tarn e altura máxima de 343 metros, a obra uniu escala monumental e desenho leve.
Trata-se do Viaduto de Millau , no sul da França, concebido para integrar a autoestrada A75 e reduzir o gargalo viário na região de Millau. O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Michel Virlogeux e pelo arquiteto Norman Foster .
Segundo a Eiffage Métal , a obra teve cerca de 14 anos de preparação e 3 anos de construção , entre 2001 e 2004. A formulação do projeto, contudo, costuma ser associada a mais de uma década de estudos e decisões técnicas antes da execução.
Antes do viaduto, o tráfego precisava descer até a cidade de Millau para depois voltar a subir, criando congestionamentos sobretudo em períodos de férias e em deslocamentos rumo ao Mediterrâneo e à Espanha. O desafio era vencer um vale largo e profundo sem interromper a paisagem com uma estrutura pesada.
A solução adotada foi um viaduto estaiado de múltiplos vãos, apoiado sobre sete pilares de concreto e um tabuleiro metálico. Assim, a travessia pôde ser feita em linha elevada, ligando dois planaltos sobre o rio Tarn.
Os números explicam por que o Viaduto de Millau entrou para a história. O conjunto possui 2.460 metros de comprimento , e o tabuleiro chega a ficar cerca de 270 metros acima do chão em seu ponto mais alto.
O mastro mais elevado alcança 343 metros , superando a altura de muitos arranha-céus. A estrutura também utiliza aproximadamente 85 mil m³ de concreto e 36 mil toneladas de aço , conforme os dados divulgados pela Eiffage.
Michel Virlogeux ficou ligado à concepção estrutural, enquanto Norman Foster trabalhou a expressão arquitetônica do conjunto. O resultado procurou equilibrar eficiência técnica, elegância visual e inserção paisagística em uma área de grande impacto natural.
Essa parceria explica por que o viaduto não se tornou apenas uma solução rodoviária. O desenho fino do tabuleiro, os mastros verticais e o ritmo regular dos apoios ajudaram a transformar a estrutura em ícone da engenharia e da arquitetura.
A rapidez veio de um método construtivo altamente planejado. O tabuleiro metálico foi lançado progressivamente a partir das extremidades e apoiado sobre os pilares, enquanto mastros e estais eram montados em sequência para dar estabilidade ao conjunto.
A Foster + Partners lembra que mais de 500 pessoas participaram da construção. A industrialização das peças e o detalhamento preciso permitiram acelerar a execução sem abrir mão do controle estrutural.
O viaduto encurtou trajetos e melhorou a fluidez da A75, mas sua importância foi além da logística.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.