Renan promete CPI contra ONGs após ação sobre indígenas
Candidato da Missão classificou ação do MPF como "bizarra" e disse que a "farra vai acabar"
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Renan Santos , candidato à Presidência pela Missão , rebateu nesta quarta-feira, 19, a a ção proposta pelo Ministério Público (MPF) para que ele e o o Movimento Brasil Livre (MBL) paguem R$ 500 mil por publicações feitas sobre povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará.
O presidenciável defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ONGs e seus financiadores.
Segundo Renan, essa “farra vai acabar tanto para o Ministério Público, quanto para ONG vagabunda, quanto para supostas tribos indígenas que têm como negócio a sabotagem ao Brasil.”
“Não apenas vamos botar com nossa bancada CPI para cima dessa turma, como nós vamos investigar todas as ONGs que colocam dinheiro nesse tipo de sabotagem” , disse.
“Como eu critiquei, porque isso é um ato político criminoso, isso aparentemente ofendeu algumas ONGs, associações e também o Ministério Público, que entrou com essa ação bizarra” , acrescentou.
O MPF contesta postagens realizadas nos perfis de Renan e do MBL no Instagram durante protestos realizados no ano passado em Santarém, no oeste do Pará. Na ocasião, lideranças indígenas protestavam contra determinações para desestatizar hidrovias amazônicas .
De acordo com o órgão, Renan chamou indígenas de “vagabundos” , “picaretas” e “malandros” . Além disso, o candidato da Missão afirmou que eles deveriam começar a trabalhar.
O órgão afirma que as declarações atacaram os povos indígenas de forma generalizada e atingiram cerca de 22 mil pessoas de Santarém, Belterra e Aveiro.
O MPF pediu que os vídeos sejam retirados das redes sociais e que Renan Santos e o MBL sejam impedidos de publicar novos conteúdos com ofensas ou ataques à identidade dessas comunidades.
Em caso de descumprimento, o MPF pede multa de R$ 3 mil por dia . pedido não impede críticas às manifestações indígenas ou a projetos de infraestrutura. Segundo o órgão a intenção é impedir conteúdos que ataquem ou discriminem os povos indígenas.
O MPF pede que Renan e o MBL publiquem um vídeo de retratação com pelo menos 2 minutos e 57 segundos . O conteúdo deverá permanecer em destaque nos perfis durante 30 dias.
Outra medida solicitada é a publicação, durante seis meses, de conteúdos sobre a história, a cultura e os direitos dos povos indígenas do Baixo Tapajós. O material deverá ser fornecido ou aprovado pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns.
Além das medidas relacionadas às redes sociais, o MPF pede que Renan Santos e o MBL sejam condenados a pagar R$ 500 mil pelos danos causados às comunidades indígenas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.