O que não comer durante a amamentação? Veja a importância da alimentação para o leite materno
Manter uma alimentação saudável neste período é importante para a saúde tanto da mãe quanto da criança
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A campanha Agosto Dourado é dedicada ao incentivo à amamentação e à conscientização sobre seus benefícios para mães e bebês. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, a recomendação é que os bebês sejam amamentados exclusivamente até os seis meses de vida. Após a introdução alimentar, a orientação é manter a amamentação até os dois anos ou mais.
Durante os primeiros meses de vida, o leite humano fornece os nutrientes e a hidratação necessários para o bebê e a composição dele está relacionada à nutrição materna. Por isso, manter uma alimentação saudável neste período é importante para a saúde tanto da mãe quanto da criança.
“Os nutrientes presentes no leite materno derivam tanto das reservas corporais quanto da alimentação da mãe. Dessa forma, a qualidade da dieta materna influencia diretamente a composição nutricional do leite, tornando essencial a adoção de hábitos alimentares saudáveis durante o período de lactação”, explica a professora de Nutrição da Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (FADERGS), Leticia Schmidt, doutora em Pediatria e Saúde da Criança, nutricionista e especialista em amamentação.
A indicação é priorizar alimentos in natura e minimamente processados, ou seja, aqueles que não passam por processos de industrialização e adição de outros ingredientes culinários, como arroz, feijão, verduras e frutas.
A docente exemplifica que, se a alimentação da mãe contém grande quantidade de gordura saturada, o leite também terá mais gordura saturada, sendo que é importante a disponibilidade de ácidos graxos essenciais (poli-insaturados) para garantir a saúde do bebê. “Os nutrientes vão ser produzidos a partir do que a mãe ingere em cada refeição, bem como o que está armazenado no organismo”, ressalta.
Manter a produção de leite adequada também demanda boa hidratação e o ajuste do volume de alimentos. “É importante manter a hidratação, sempre respeitando a sede, e ajustar a quantidade, sem esquecer da qualidade, de alimentos para suprir as necessidades do próprio organismo para atender essa nova demanda. A mulher que está amamentando precisa de um aporte nutricional maior do que aquela que não está amamentando”, salienta.
Leticia Schmidt observa que muitas mulheres passam a restringir o consumo de certos alimentos por acreditarem que faria mal ao bebê . Entretanto, ela aponta que, na maioria dos casos, não há necessidade de restrição. No entanto, é preciso cuidar com a quantidade consumida de componentes como a cafeína, presente no chá preto, mate, chimarrão, café e refrigerantes, pois, dependendo da sensibilidade de cada criança, pode causar agitação.
A restrição total de algum alimento só precisa ser feita em casos de sintomas específicos apresentados pelo bebê e devidamente diagnosticados pelo pediatra, mas a docente reforça que não é necessário fazer uma restrição alimentar preventiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.