Yduqs (YDUQ3) lidera as perdas do Ibovespa hoje. Por que Itaú BBA e Citi ainda veem potencial de alta de até 107%?
A Yduqs (YDUQ3) amarga a maior queda do Ibovespa nesta sexta-feira (14).
As ações da empresa de educação entrararam em sucessivos leilões por oscilação máxima durante a manhã e chegaram a cair quase 8%.
O catalisador da forte reação negativa foi a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.
A companhia reportou um lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, o que representa um tombo de 54,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Sem os ajustes, o resultado final ficou no vermelho, com prejuízo líquido de R$ 1,5 milhão.
O que incomodou investidor Embora o desempenho não tenha sido uma surpresa absoluta, o mercado demonstrou incômodo com o ritmo lento de crescimento da operação e com a pressão sobre as margens.
A receita líquida atingiu R$ 1,392 bilhão, um crescimento de 1,0% ano a ano.
O número ficou 2% abaixo das estimativas do Itaú BBA e foi classificado pelos analistas do Citi como um "crescimento anêmico".
Entre os fatores que pesaram nas análises dos bancos, destaca-se o desempenho fraco na educação digital e marcas tradicionais.
A base de alunos de graduação no segmento digital despencou 18,3%, impactada por restrições do novo marco regulatório.
As marcas Estácio e Wyden recuaram 2%, pressionadas pela menor demanda por seguros híbridos (-6% no semestre) e queda de 50% na captação de seguros de longa distância.
Os bancos também chamam atenção para o aumento nos custos operacionais da Yduqs.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 400,2 milhões, uma alta de 1,6% na comparação anual, vindo 2% abaixo das projeções do Itaú BBA.
O banco apontou um aumento de 8% nos custos com pessoal, gerado pela mudança no mix de alunos com a expansão do semipresencial.
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