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A lei de reciprocidade vai incendiar a bolsa? Spoiler: o risco Brasil dá mais medo

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A lei de reciprocidade vai incendiar a bolsa? Spoiler: o risco Brasil dá mais medo

O governo ativou a reciprocidade contra as tarifas dos EUA, mas a Bolsa e o dólar nem deram tanto papo. Entenda por que o 'Risco Brasil' e o rebaixamento do JP Morgan pesam muito mais nos seus investimentos hoje

Brasília resolveu peitar o Tio Sam e disparar o processo de reciprocidade contra as tarifas norte-americanas. À primeira vista, o roteiro tinha tudo para ser o estopim de um dia de pânico na bolsa . Mas, no pregão desta sexta-feira (14), o mercado financeiro preferiu olhar para o próprio umbigo.

Embora o Ibovespa tenha engatado marcha a ré até a casa dos 165 mil pontos — renovando a mínima desde janeiro —, a "munição diplomática" do governo brasileiro passa longe de ser a grande vilã do dia.

Na verdade, os investidores já acordaram de mau humor por conta de velhos conhecidos: a debandada de capital estrangeiro, o balde de água fria do JP Morgan — que rebaixou as ações brasileiras — e o fantasma fiscal de sempre.

Se o contra-ataque de Brasília soa mais como um movimento para ganhar margem de negociação do que como o início de uma guerra comercial devastadora, por que o mercado continua com o pé no freio?

Na avaliação do economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, a nova decisão não implica uma piora nos ativos, visto que o momento já está ruim para a bolsa brasileira com a saída de investidores estrangeiros.

A notícia, segundo ele, não é boa, mas traz um efeito limitado, porque a abertura do processo não tem ainda efeitos práticos, como foi o início da investigação norte-americana na Seção 301.

“A curiosidade fica por conta da reação dos EUA. Se ela for forte, aumentando as tarifas ou expulsando a embaixadora do Brasil dos Estados Unidos, aí o impacto pode ser mais relevante”, disse ele.

Na mesma linha, o sócio e economista-sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, afirma que o desempenho negativo da bolsa e do câmbio nesta sexta-feira (14) tem menos relação com o início do processo de reciprocidade, visto que os ativos brasileiros vêm de uma semana negativa.

“É mais um elemento que gera cautela, mas os mercados já vão especulando no preço os riscos à frente com eleições e o fiscal”, afirma Campos Neto.

Em relação à decisão de reciprocidade, o economista-sênior da Tendências considera que é mais um movimento protocolar, com uma tentativa do Brasil de mostrar que não vai aceitar de forma passiva as medidas implementadas pelos Estados Unidos.

No entanto, Campos Neto afirma que o governo não deve tomar ações mais tempestivas, uma vez que isso pode trazer consequências para o próprio país.

“Isso penaliza as empresas e os consumidores aqui, pode ter um aumento de custos, o que é bem ruim”, diz.

Para ele, a decisão parece uma forma de conseguir margem para negociar com os Estados Unidos, em vez de entrar em uma “guerra comercial”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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