Pressão em Chicago e câmbio perto de R$ 5 retraem negócios da soja no Brasil; qual perspectiva para o mercado?
Foto: Pixapay O mercado brasileiro de soja segue sob pressão, influenciado pelo câmbio próximo de R$ 5,00 e pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Diante desse cenário, os produtores adotam uma postura mais retraída nas negociações e concentram as atenções no avanço do plantio da nova safra.
O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira (23) com valorização dos preços, mas poucos negócios registrados.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar das cotações mais altas, houve poucas indicações de compra.
A saturação dos portos e o foco dos produtores no plantio da nova safra limitaram a comercialização.
Algumas tradings já estão próximas de concluir seus programas de embarques do ano, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,96%, cotado a R$ 4,9897 para venda e R$ 4,9877 para compra.
Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 4,9887 e R$ 5,0558.
Ao longo da semana, o volume de negócios melhorou em relação aos dias anteriores, mas continuou abaixo do registrado três semanas antes.
No mercado físico, a saca de 60 quilos avançou de R$ 146,00 para R$ 148,00 em Passo Fundo (RS), de R$ 147,00 para R$ 149,00 em Santa Rosa (RS) e de R$ 141,00 para R$ 142,00 em Cascavel (PR).
Em Rondonópolis (MT), os preços permaneceram em R$ 141,00, enquanto Dourados (MS) seguiu em R$ 140,00 e Rio Verde (GO), em R$ 139,00.
Nos portos, a saca subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00 em Paranaguá (PR) e de R$ 153,00 para R$ 155,00 em Rio Grande (RS).
Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta para o grão e o óleo, enquanto o farelo recuou.
A recuperação ocorreu após oito sessões consecutivas de perdas, sustentada por compras de fundos, pela demanda aquecida, especialmente da China, e pela valorização do petróleo.
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