Projeto baiano leva tecnologia sustentável a evento nacional em SP
Um projeto desenvolvido por pesquisadoras e estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no campus de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), está usando óculos de realidade virtual produzidos com materiais acessíveis e sustentáveis para aproximar meninas das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática - reunidas pela sigla STEAM.Batizada de ‘ICT & Elas - Capacitação e Empoderamento Feminino’, a iniciativa foi apresentada durante a 2ª edição do Trampos do Futuro, evento realizado pelo Itaú Educação e Trabalho, na Fundação Bienal, em São Paulo, nesta quinta-feira, 20.Por trás do projeto há uma inquietação que acompanha a trajetória da professora Carina Silveira, do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTI) da UFBA.
Formada tecnicamente em metalurgia e com experiências nas áreas de robótica e mecatrônica, ela construiu sua carreira em espaços ainda predominantemente ocupados por homens.
A vivência despertou uma pergunta que, anos depois, ajudaria a dar origem ao ICT & Elas: por que tantas meninas ainda não se enxergam como parte do universo tecnológico?.
“É tudo muito vinculado à área do masculino.
E essa inquietação me leva a questionar por que as mulheres não se arvoram, não abraçam as tecnologias”, afirmou Carina.Nos primeiros momentos, as oficinas eram realizadas com meninos e meninas.
A experiência, porém, mostrou à professora que a dinâmica precisava mudar.
Enquanto muitos garotos já demonstraram maior familiaridade e segurança para experimentar equipamentos e ferramentas tecnológicas, parte das meninas se afastava ou sequer se sentia à vontade para participar das atividades.A partir dessa observação, Carina decidiu criar um espaço pensado especificamente para elas.
A proposta não é excluir os meninos, mas garantir às meninas a oportunidade de ocupar, com protagonismo, um ambiente em que historicamente a presença feminina é predominante.“Foi uma decisão mesmo de mãe e enquanto mulher, para que essas mulheres pudessem se enxergar ativamente nesse local.
Então, nós qualificamos apenas meninas, e entendemos e mostramos para elas que elas podem ser multiplicadoras e detentoras desse conhecimento”, explicou.Tecnologia acessível e feita pelas próprias meninas Projeto baiano leva tecnologia sustentável a evento nacional em São Paulo - Foto: Agência Ophelia Nas oficinas, as participantes têm contato com tecnologias de Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA), mas o aprendizado vai além do uso dos equipamentos.
As próprias meninas participam da construção dos óculos utilizados nas atividades.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.