Vaticano remove padre “acolhedor de imigrantes” na Itália
O Vaticano remove o padre Massimo Biancalani de suas funções pastorais nesta quarta-feira, 19 de agosto, devido à sua conhecida atuação na acolhida de imigrantes e refugiados em suas paróquias na Itália.
A decisão, confirmada pela Santa Sé, marca o desfecho de um processo canônico que se estendeu por mais de uma década, iniciado pelo então bispo de Pistoia e Pescia, Fausto Tardelli.
Biancalani era responsável pelas paróquias de Santa Maria Maggiore a Vicofaro e San Niccolò a Ramini, em Pistoia, na Toscana.
Nesses locais, ele abria as portas para imigrantes e refugiados que se encontravam sem moradia, com uma das paróquias chegando a abrigar aproximadamente 200 pessoas simultaneamente.
O Vaticano remove o padre Massimo Biancalani de suas funções pastorais na Itália.
A decisão encerra um processo canônico de mais de uma década, motivado pela acolhida de imigrantes e refugiados em suas paróquias.
O sacerdote recusou uma transferência proposta pela hierarquia eclesiástica, levando à sua remoção após recurso negado.
A atuação do padre Biancalani ganhou destaque a partir de 2015, período que coincidiu com o auge da crise migratória no Mediterrâneo Central.
Naquela época, centenas de milhares de pessoas deslocadas internacionalmente desembarcavam anualmente no litoral italiano, buscando melhores condições de vida na Europa.
Controvérsia e resistência local A iniciativa do sacerdote, no entanto, gerou significativa controvérsia.
Moradores locais protestaram contra supostos problemas de saneamento e tensões na região.
Como consequência, muitos paroquianos deixaram de frequentar as celebrações e atividades religiosas promovidas por Biancalani.
No verão de 2024, Biancalani recusou uma proposta de transferência para o Departamento Missionário Diocesano.
Essa solução havia sido apresentada pela hierarquia eclesiástica com o objetivo de preservar sua vocação solidária.
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