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ETFs podem ser uma boa alternativa, mas não são imbatíveis

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ETFs podem ser uma boa alternativa, mas não são imbatíveis

Nos últimos meses, o mercado brasileiro têm passado por um “frenesi” em relação a ETFs.

Segundo dados da Anbima, o patrimônio líquido destes instrumentos financeiros dobrou em apenas um ano, alcançando R$116,6 bilhões em junho.

Este é um enorme contraste aos resgates líquidos de mais de R$ 10 bilhões e R$ 6 bilhões em fundos multimercados e de ações, respectivamente, no primeiro semestre deste ano.

Existem várias razões para o sucesso deste produto, mas um deles certamente é o “megafone” dos grandes distribuidores, cada dia mais amplificado por redes sociais com robustos algoritmos de influência.

Nessa jornada, o investidor acaba exposto a um viés natural de se enfatizar os benefícios e se atenuar os riscos destes produtos financeiros.

Como não existe nada infalível quando se trata de investimentos, é necessário um diálogo mais equilibrado sobre este importante tema.

Em primeiro lugar, é necessário se ressaltar os pontos positivos dos ETFs.

Eles foram criados em 1990, como uma maneira de se investir em índices a baixo custo, permitindo a entrada de investidores de menor porte no mercado de ações.

Além disso, e mesmo em históricos longos, a maior parte dos gestores ativos não consegue superar seus benchmarks e os ETFs passivos passaram a ser um competidor dos mesmos.

Por outro lado, os ETFs passivos seguem regras previamente estabelecidas, sem envolvimento ativo e constante da gestão em mudanças de estratégias, cenários ou condições de mercado, justamente por seu baixo custo.

É como se o investidor estivesse comprado uma viagem de avião sem piloto, confiando 100% na execução do plano de vôo pelo piloto automático.

Além disso, ETFs “não têm 0800” – se o fundo sofre uma abrupta e material queda, o chamado drawdown, não é possível se questionar a gestão sobre razões, chances de recuperação, entre outros pontos.

Como mostram diversos estudos, incluindo The Economics of ETF Redemptions (A Economia dos Resgates dos ETFs, Han Xiao, Penn State University), existe uma propensão a maiores resgates durante tais períodos adversos, bem como maiores aportes quando fundos estão indo excessivamente bem.

Infelizmente, isso pesa na performance do investidor final – segundo o estudo Mind The Gap da Morningstar, publicado em 2026, o investidor ganhou 8,7% ao ano quando investido em ETFs e fundos nos EUA em janelas de 10 anos, enquanto o fundo em si retornou 9,9% ao ano no mesmo período.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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