CR, CRA, CRI e FIDC: veja quais destes investimentos despertam mais interesse dos brasileiros
O Certificado de Recebíveis (CR) é o produto de investimento mais pesquisado entre quatro modalidades do mercado de crédito analisadas pela Opea, soluções de crédito estruturado e especialista em securitização, gestão de fundos e serviços financeiros.
O produto “genérico” registra, em média, 62.955 buscas mensais no Google, à frente do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), com 37.955 pesquisas, e do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), com 23.091.
Na quarta posição aparece o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com 12.591 buscas mensais pela sigla e outras 5.709 pelo nome completo.
Em nota, a Opea explica que a diferença entre os resultados mostra que o termo "Certificado de Recebíveis" concentra mais consultas do que as denominações específicas consideradas no levantamento.
Já o interesse por CRA e CRI destaca as duas categorias associadas, respectivamente, ao financiamento do agronegócio e ao setor imobiliário.
O levantamento considerou o volume médio mensal de pesquisas realizadas entre outubro de 2025 e agosto de 2026.
Segundo a empresa, os números refletem o interesse dos brasileiros em buscar informações sobre esses produtos, e não necessariamente a intenção de investir ou o volume de aplicações realizadas.
O que são esses investimentos? Os certificados de recebíveis são títulos de renda fixa que permitem ao investidor financiar indiretamente empresas e atividades econômicas, recebendo uma remuneração conforme as condições estabelecidas na emissão.
O CR é uma modalidade mais ampla, que pode reunir créditos de diferentes setores.
Já o CRA está ligado ao financiamento do agronegócio, enquanto o CRI é lastreado em créditos do mercado imobiliário.
Os FIDCs são fundos que investem em direitos creditórios de diversas naturezas, setores e critérios de elegibilidade, de acordo com sua política de investimento.
Embora possam oferecer remunerações atrativas, esses investimentos também apresentam riscos, como o de inadimplência dos devedores e a dificuldade de vender os papéis antes do vencimento.
CRs, CRAs, CRIs e cotas de FIDCs não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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