IPCA desacelera e aponta deflação em agosto. Como afeta o bolso?
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação oficial usado pelo Banco Central para decidir os juros, caiu 0,32% em agosto, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11).
Assim, o dado desacelerou em relação à subida de 0,07% em julho e e apontou uma deflação, isso é, uma redução dos preços e um o movimento inverso ao da inflação.
O indicador veio abaixo do esperado, mas dentro do intervalo das previsões.
A mediana de 32 estimativas para a inflação coletadas pelo Valor Data apontava para queda de 0,28% no mês passado.
O piso das previsões era de -0,38% e o teto era de -0,22%.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,22%, abaixo dos 4,44% de julho e também abaixo do esperado, mas dentro do intervalo das previsões.
É a segunda vez desde abril que o indicador roda abaixo do limite da meta do Banco Central, que tem centro em 3% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Assim, é de até 4,5%.
No acumulado em doze meses, o ponto médio das expectativas apontava para alta de 4,26%.
As estimativas variavam entre 4,16% a 4,33%.
Como a inflação impacta os juros? Em períodos de inflação alta, o instrumento usado pelo Banco Central para conter esse movimento é a Selic, a taxa referência para os juros da economia brasileira.
Assim, o BC eleva os juros para encarecer o crédito para os consumidores e as empresas e, com isso, reduzir o consumo e desacelerar a subida dos preços.
No ambiente contrário, quando a inflação mostra sinais de que está controlada, o Banco Central pode abaixar os juros, ou seja, baratear o dinheiro, para estimular a volta do consumo sem comprometer tanto o orçamento.
Dessa forma, a economia se fortalece novamente.
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