Otto Alencar confirma votação da PEC da Segurança na CCJ do Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública será votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima quarta-feira, 2, após meses parada na Casa.
A votação foi confirmada pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA).“Agora que o relatório está pronto, vamos pautar na reunião da próxima quarta”, afirmou o parlamentar durante entrevista à GloboNews.A proposta estava parada no Senado desde 10 de março, depois de ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em 4 de março.A tramitação foi destravada na última semana após uma reunião entre o presidente Lula (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).A retomada da PEC faz parte do esforço do governo para avançar no Congresso com pautas consideradas prioritárias antes das eleições.O que prevê a PEC da Segurança?A proposta busca ampliar os instrumentos de combate ao crime organizado e às facções criminosas, além de alterar regras constitucionais relacionadas à segurança pública.Entre os principais pontos estão:penas mais rígidas para integrantes de organizações criminosas de alta periculosidade, com cumprimento em presídios de segurança máxima e restrições a benefícios;expropriação de dinheiro, imóveis e outros bens vinculados a atividades criminosas, sem indenização;ampliação da atuação das guardas municipais, permitindo que as corporações exerçam atividades de policiamento ostensivo e comunitário.O texto aprovado pela Câmara é diferente da versão originalmente enviada pelo governo Lula ao Congresso.
A proposta inicial previa uma maior participação da União na coordenação das políticas de segurança pública, mas o trecho enfrentou resistência de governadores e da oposição.Após negociações na Câmara, os deputados aprovaram uma versão mais enxuta, com menor participação da União.
No Senado, o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), decidiu manter o texto aprovado pelos deputados.
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