Colômbia autoriza operações militares dos EUA contra narcotráfico
A Colômbia autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos para combater grupos ligados ao narcotráfico, anunciou na quarta-feira 12 o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth .
A declaração foi feita durante uma reunião do “Escudo das Américas” , coalizão antidrogas liderada por Washington que reúne cerca de 20 países.
Segundo Hegseth, o novo governo colombiano pediu a participação do Pentágono no combate ao que classifica como “narcoterrorismo”.
“A Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte à Colômbia em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir os terroristas e as redes de terror”, afirmou, sem definir uma data para o início das ações.
Continua após a publicidade + Colômbia entra em ‘fase final’ de resgates após terremoto que deixou ao menos 250 mortos A mudança na política de segurança do país sul-americano ocorre após a posse do presidente Abelardo de la Espriella , aliado de Donald Trump que substituiu o esquerdista Gustavo Petro e prometeu intensificar o combate a organizações criminosas.
O mandatário ultradireitista também rejeitou a continuidade das negociações de paz com grupos armados e defendeu uma ofensiva contra o narcotráfico.
Continua após a publicidade De la Espriella, que se apresenta como “El Tigre”, declarou ainda que pretende ampliar os ataques aéreos contra guerrilheiros e traficantes e manifestou disposição para receber tropas americanas em território colombiano.
O primeiro bombardeio aéreo contra guerrilheiros ordenado pelo novo presidente matou dois rebeldes em uma área próxima da fronteira com a Venezuela, noticiou a agência de notícias AFP na quarta-feira.
Ofensiva dos EUA A aproximação ocorre em meio à ampliação da ofensiva americana contra o tráfico de drogas na região.
Desde setembro do ano passado, forças dos Estados Unidos realizam ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Oceano Pacífico Continua após a publicidade .
Pelo menos 215 pessoas morreram nas operações.
A administração do presidente Donald Trump , porém, não apresentou evidências de que todas as embarcações atingidas estivessem envolvidas com o narcotráfico.
Especialistas em direito e organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques e afirmam que alguns deles podem ter atingido civis que não representavam qualquer ameaça.
Na semana passada, o Departamento de Estado americano anunciou que pretende destinar US$ 1 bilhão à Colômbia para ações na área de segurança.
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