Eram apenas 25 mulheres na Constituinte. Mesmo assim, elas mudaram para sempre os direitos das brasileiras
A presença feminina na Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988 era pequena, mas deixou uma marca decisiva na Constituição.
Eleitas em 1986, 26 deputadas se articularam numa frente suprapartidária para ampliar os direitos civis, sociais e econômicos das mulheres brasileiras.
Foi uma mudança expressiva para a época.
A representação feminina no Parlamento saltou de 1,9% para 5,3%.
Bete Mendes, uma das eleitas, afastou-se para assumir a Secretaria da Cultura de São Paulo.
Com isso, 25 mulheres participaram diretamente dos trabalhos da Constituinte .
Elas vinham de partidos distintos, da direita à esquerda, mas encontraram uma pauta comum.
A articulação teve forte apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que havia organizado a campanha Mulher e Constituinte e mobilizado movimentos feministas e entidades de todo o país.
Em março de 1987, essa mobilização chegou formalmente ao Congresso com a Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes , entregue a Ulysses Guimarães.
O documento sintetizava as reivindicações reunidas em torno do lema “Constituinte pra valer tem que ter direitos das mulheres” .
A união das parlamentares ficou inicialmente conhecida como Lobby das Mulheres.
O nome Lobby do Batom surgiu de forma jocosa, usado por setores da imprensa e por parlamentares para se referir ao grupo .
As próprias constituintes acabaram adotando a expressão e transformando-a em símbolo político.
Entre as reivindicações estavam licença-maternidade de 120 dias, igualdade de direitos e salários entre homens e mulheres, direito à terra para homens e mulheres e medidas de combate à violência doméstica.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.