Trump volta a negar visto de presidente da Autoridade Palestina às vésperas de Assembleia-Geral da ONU
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Os Estados Unidos negaram novamente ao presidente da Autoridade Palestina , Mahmoud Abbas, o visto para comparecer, na próxima semana, à Assembleia Geral da ONU em Nova York, informou à agência AFP nesta quarta-feira (16) uma pessoa a par do caso.
Em um comunicado, o Departamento de Estado americano afirmou que manteria restrições a organizações palestinas. "Devido à sua incapacidade de realizar as reformas, contrariando os compromissos assumidos com os EUA, e às suas atividades persistentes que comprometem as perspectivas de paz, os EUA prorrogarão as sanções que proíbem a concessão de vistos a membros da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e a autoridades da Autoridade Palestina", indicou o órgão.
Uma pessoa próxima ao caso confirmou à AFP que o presidente da Autoridade Palestina está incluído nessa medida. É o segundo ano consecutivo que os EUA negam o visto de entrada a Abbas para o principal evento das Nações Unidas.
No ano passado, o governo Trump adotou a mesma medida , obrigando o líder palestino —presença habitual na Assembleia-Geral da ONU— a discursar por videoconferência. Washington o critica por ter "descumprido seus compromissos em prol da paz no Oriente Médio ", apontando "ações que minam" o processo e que visam "internacionalizar o conflito israelense-palestino, especialmente por meio do Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Corte Internacional de Justiça (CIJ)".
Na decisão de 2025, o departamento americano já havia afirmado que, para OLP e Autoridade Palestina serem "consideradas parceiras pela paz", as organizações deveriam por fim ao que chamou de "tentativas de contornar as negociações por meio de campanhas de guerra jurídica internacional".
Washington, que mais uma vez demonstra o alinhamento ao governo do premiê de Israel , Binyamin Netanyahu , também critica a Autoridade Palestina por "tentar contornar as negociações ao buscar um reconhecimento unilateral, bem como por continuar pagando benefícios a terroristas e glorificando atos de terrorismo e terroristas em declarações públicas e livros didáticos", segundo o comunicado.
Com essa postura, os EUA divergem de muitos países que, no ano passado, reconheceram na ONU a existência de um Estado da Palestina. Ao todo, 142 Estados-membros da ONU apoiaram essa posição ao final da conferência sobre a solução de dois Estados, copresidida pela França e pela Arábia Saudita.
Isso ocorre em um momento em que a violência perpetrada por colonos israelenses contra palestinos tem aumentado na Cisjordânia. Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, e a violência na região cresceu significativamente desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza .
Segundo um levantamento da AFP baseado em dados do Ministério da Saúde palestino, soldados ou colonos israelenses mataram pelo menos 1.109 palestinos —entre combatentes e civis— desde 7 de outubro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.