O que tem em comum entre o casamento às cegas e a IA?
Tem um reality em que pessoas ficam noivas sem nunca ter visto o rosto uma da outra.
Casamento às Cegas.
A gente assiste no sofá com ar de superioridade, jurando que jamais tomaria uma decisão dessas.
Aí a segunda-feira chega, a empresa contrata três ferramentas de inteligência artificial, solta tudo para a equipe sem direção, sem objetivo, sem critério de sucesso, e ainda se surpreende quando a lua de mel dura menos que o período de teste grátis.
É o Casamento às Cegas dos negócios.
Com um agravante: no reality, pelo menos, existem as cabines.
São semanas de conversa antes do pedido.
Na empresa, muita gente pula direto para o altar.
Digita duas linhas num prompt, recebe uma resposta genérica e decreta o divórcio: essa IA não serve, é tudo hype, voltemos à planilha de 2009.
Só que a ciência do amor tem estatística, e ela é constrangedora.
Um estudo da Universidade Emory, com mais de três mil casados, mostrou que namorar três anos ou mais reduz a chance de divórcio em cerca de 50% na comparação com quem namorou menos de um ano.
O sociólogo Paul Amato, da Universidade da Pensilvânia, achou o outro lado da moeda: casar com menos de um ano de relacionamento aumenta em cerca de 40% a probabilidade de separação.
E o detalhe mais interessante: a sensação de conhecer bem o parceiro, sozinha, corta o risco pela metade.
Não é o tempo que salva o casamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.