Leito seco revela profundidade de antigos poços do Rio da Prata
A seca do Rio da Prata expôs antigos poços de até quatro metros de profundidade em um trecho onde o fluxo de água foi interrompido, na região da Ponte do Curé, em Jardim, a 236 quilômetros de Campo Grande.
Registros feitos nesta sexta-feira (28) mostram o fundo do canal e paredões que chegam a cerca de cinco metros de altura.
O trecho sem fluxo se estende por aproximadamente três quilômetros e repete um cenário registrado nos dois últimos anos.
O material foi registrado pelo jornalista Fábio Pellegrini, morador de Jardim, que entrou no leito exposto e percorreu pontos antes cobertos pela água.
Em uma das áreas, a margem forma um paredão muito acima da altura dele, de 1,85 metro.
O repórter estima que o local abrigava um poço com três a quatro metros de profundidade.
Outro registro mostra o fundo do canal e permite comparar a altura do leito com as marcas deixadas na margem.
Segundo Fábio, há pontos em que a diferença chega a quatro ou cinco metros.
O solo antes encoberto pelo Rio da Prata aparece completamente exposto nas imagens.
As imagens também mostram uma formação de tufa calcária que ficava sob a influência direta do curso d'água.
Esse tipo de rocha se forma com a deposição de minerais carregados pela água e é comum na região da Serra da Bodoquena.
Com a interrupção do fluxo, estruturas antes submersas ou cercadas pelo rio ficaram visíveis no trecho.
A dimensão da área sem água já havia sido constatada durante uma vistoria realizada na quinta-feira (27).
O monitoramento apontou aproximadamente três quilômetros de leito seco e encontrou peixes isolados em poças remanescentes.
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