Tesouro Direto: taxas dos prefixados sobem de olho em provável alta dos juros nos EUA
Os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto têm comportamentos distintos nesta sexta-feira (28).
Nos prefixados, o dia é de alta, ainda que eles estejam longe das máximas vistas em agosto e julho.
Nos atrelados à inflação (o Tesouro IPCA+), as taxas ficam praticamente estáveis.
Nos títulos Tesouro Selic, a variação na taxa é insignificante.
Por isso, ele é mais recomendado para investidores mais conservadores ou que podem precisar resgatar a qualquer momento.
O mercado de renda fixa reage, hoje, ao tom duro do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, no simpósio anual de Jackson Hole.
O novo presidente elencou a estabilidade de preços como o mandato com maior necessidade de atenção pelo banco central americano.
Warsh destacou que os indicadores de inflação são os mais preocupantes.
“Nenhuma dessas medidas é perfeita, mas todas apontam para a mesma conclusão: a inflação está acima da nossa meta de 2%.
Portanto, o foco principal do Fed neste momento deve ser os preços”, disse, em referência aos dois principais índices de preços da economia americana, o índice preços ao consumidor (CPI, na sigla em inlgês) e o índice de gastos pessoais com consumo (PCE, na sigla em inglês).
Qual história as taxas contam? O comportamento distinto dos prefixados e IPCA+ pode ser um sinal de preocupação com a inflação de longo prazo.
Os títulos prefixados carregam o risco de a inflação acelerar e corroer o rendimento que foi travado na hora da compra.
Do lado oposto, os papéis IPCA+ garantem um rendimento real, independentemente da inflação.
O movimento de hoje aumenta a chamada inflação implícita dos títulos prefixados.
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